Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

02/10/2017 13h59

O maior missionário que se fez pobre

Abramos os nossos corações para vivermos, neste mês missionário, como Cristo que se fez pobre no meio dos pobres

 Uma nobre atitude do Papa Francisco me inspirou para tratar, neste mês dedicado às missões, sobre este tema tão polêmico, mas, digno aos olhos de Deus. Nosso Santo Padre por ocasião do seu aniversário fez questão de convidar alguns moradores das ruas de Roma para tomarem parte de sua mesa, mostrando-nos com simplicidade como Jesus agiria em seu apostolado.

Como bispo de Roma, ele quer nos mostrar o valor da caridade que ultrapassa um assistencialismo: “A caridade não é assistencialismo, muito menos um assistencialismo para tranquilizar as consciências; isso não é amor, é negócio. A caridade é uma escolha de vida, um modo de ser e de viver. É o caminho da humanidade e da solidariedade”.

Como Igreja que está em Maceió, há algum tempo já realizamos este trabalho com as nossas Instituições de caridade, sempre valorizando os nossos irmãos carentes. Todo dia 27 de cada mês, reunimos na Igreja Catedral, moradores de rua para participarem da Santa Missa e oferecemos um café da manhã, tendo como objetivo um despertar de consciência para a nossa sociedade entender o valor da verdadeira fraternidade e solidariedade com os nossos irmãos carentes.

Ao considerar a virtude da pobreza, se meditarmos na infância de Cristo, tal como narram os Evangelhos de São Mateus e São Lucas, fica clara uma impressionante verdade: que Nosso Senhor Jesus Cristo quis nascer pobre e viver numa família pobre. Realmente, Jesus Cristo nasceu num ambiente muito pobre. Deus feito Homem nasceu num estábulo, num local destinado a animais. Foi reclinado numa manjedoura, que é o local onde se dá de comer aos animais.

A pobreza é uma virtude cristã porque Cristo, nosso Salvador, que é a própria riqueza, quis nascer pobre e viver como os pobres a sua vida terrena. Devemos dar-nos conta de que a pobreza cristã é uma virtude que todos aqueles que querem ser fiéis seguidores de Cristo devem praticar. Para a maioria dos homens e mulheres cristãos a prática da virtude da pobreza desenvolve-se na esfera familiar. É no seio das suas famílias onde têm de viver a pobreza cristã. E isso implica, entre outras coisas, procurar ajustar-se ao orçamento familiar, economizando o mais possível. Requer, da parte de todos os membros da família, um esforço sério para não cair naquilo a que os sociólogos de hoje chamam. “Consumismo”, ou em qualquer outra forma de materialismo.

A pobreza, para uma família cristã, significa não andar à procura dos bens materiais como se fossem a fonte primordial de felicidade nesta vida. A pobreza cristã, para os homens e mulheres consiste não tanto em renunciar às coisas deste mundo, mas simplesmente em não pôr o coração nelas. Disse o próprio Jesus aos primeiros cristãos: “Onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração”. ( Lc 12,34)

É preciso que entendamos corretamente esta virtude. Às vezes, tendemos a considerar a pobreza como um mal em si mesmo, um mal absoluto. Pelo contrário, a pobreza é uma virtude. Talvez seja mais fácil de entender se a chamarmos pelo seu outro nome: desprendimento. A pobreza é um certo desapego dos bens materiais, um desprendimento que estamos dispostos a viver por amor a Deus. Sua virtude consiste em saber com exatidão como usar os bens desta terra – dons de Deus – enquanto meios para alcançar coisas mais altas, e não como fins em si mesmos.

A tradução do documento de Puebla quando fala que a Igreja tem opção preferencial pelos pobres, quer de fato afirmar que eles são desprezados pela sociedade e necessitam do nosso apoio e compreensão.

Abramos os nossos corações para vivermos, neste mês missionário, como Cristo que se fez pobre no meio dos pobres.

Sem comentários! Seja o primeiro!!!
Deixe seu comentário

ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ | Igreja Missionária e Samaritana

Pastoral da Comunicação Cúria: (82) 3223-2732 ou 3021-4001 (07h30 às 14h) Gabinete do Arcebispo: (82) 3326-2321 (8h às 12h) PASCOM: (82) 3326-5458 (8h às 14h) Av. Dom Antônio Brandão, 559 – Farol 57051-190 Maceió – AL