Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

23/12/2016 14h11

O ano terminou!

Um feliz e abençoado 2017 para todos!

 Ao findar o ano de 2016, precisamos render graças ao Senhor Deus, autor e articulador do tempo. Tudo que realizamos nestes 365 dias foi de fato um verdadeiro "Kairos", Graça que Ele nos concedeu para prosseguirmos com fé a nossa missão.

Para nós cristãos, viver cada momento é compreender a ação transformadora de Deus em nossa vida. Quando olhamos para frente tudo se torna diferente. Os horizontes se abrem e nós nos tornamos agentes da nossa própria transformação. Uma vez que caminhamos com fé, Deus operará sempre maravilhas em nossa caminhada missionária.

É muito comum, quando iniciamos um Novo Ano, pedirmos muitas coisas boas a Deus. Eu digo, não vamos deixar de pedir, mas, vamos transformar esses pedidos em propósitos de vida nova, transformada em uma verdadeira ação concreta do amor de Deus. Nós utilizamos de um termo grego “Metanoia" para compreendermos humanamente essa ação transformadora.

Uma passagem do Evangelista Lucas no capítulo 17, nos faz recordar o episódio dos dez leprosos curados por Jesus: “vendo-se curado, voltou atrás glorificando a Deus em alta voz, e lançou-se aos pés de Jesus agradecendo-lhe”. Todos os outros alcançaram a “saúde”; somente o que voltou a agradecer obteve também a “salvação”, isto é, no sentido evangélico, chegou à fé e entrou no Reino.

A experiência, porém, nos diz que nós também, como aqueles outros nove leprosos, temos dificuldades de agradecer; apanhamos o dom e fugimos para desfrutá-lo sozinhos, tememos quase que nos seja tirado. Talvez a dificuldade de ser gratos a Deus nasça do fato de que não sabemos sequer ser gratos com os homens.

Sabemos que muitos têm paixão pela verdade, mas têm dificuldades para ceder ao amor, que é porta para a plena verdade. O Espírito Santo, que pairou sobre a simplicidade da Virgem Maria, entre em todas as mentes dos que se encontram insatisfeitos com as poucas ou limitadas respostas que a vida oferece. Vem, Jesus Salvador, Sabedoria eterna, ao encontro deles. Vem, Senhor Jesus!

O mundo ficou pequeno e nós sabemos logo o que acontece em todas as partes. Agradecemos porque nossa sensibilidade cresceu diante de tantos problemas existentes. Valeu muito ver a Igreja e tantas pessoas em oração pela paz na última missa em nossa Igreja Catedral! Foi bom que todos descobriram de novo, neste ano, por convocação do Papa Francisco, as armas bíblicas do jejum e da oração! Vem, Senhor Jesus, para nosso mundo machucado pelas guerras que ainda insistem em existir, mesmo depois de tua vinda, Príncipe da Paz.

Precisamos de tua vinda, Senhor Jesus, para vencer a violência que se espalha em nossas cidades. De um modo especial em nossa querida Maceió, apresentada vergonhosamente como a mais violenta do País e a 5ª do mundo. Que vergonha para os gestores públicos, que só se preocupam com os seus interesses pessoais e se esquecem dos deveres inerentes aos cargos assumidos. Dá-nos vergonha suficiente para não nos considerarmos importantes pelos índices desta violência. Dá-nos juízo para valorizar a vida dos outros e respeitá-la. Sozinhos não somos capazes de fazer digna nossa cidade. Ela grita, mesmo sem saber: Vem, Senhor Jesus!

Senhor, nós te apresentamos um mundo machucado e cansado. Eis diante de ti a falta de confiança nas instituições, pela grave corrupção existente em todos os cantos. Tu sabes bem que falta retidão nas prestações de contas, na administração dos bens públicos e nas relações pessoais. Nosso mundo é terra seca, que tem sede do Deus vivo. Vem, Senhor Jesus!

Senhor, em nosso mundo se encontram também, para acolher-te, todas as pessoas que fazem o bem! Ajuda-nos a ver a bondade presente no trato com os irmãos, a caridade vivida, a solidariedade que continua viva, a simplicidade de tantas pessoas que se abrem para a amizade sincera! Vem ao encontro de todas as pessoas que fazem o bem e nos fazem o bem. Vem, Senhor Jesus!

É hora de agradecermos a Deus por tudo o que ele permitiu a nós durante este ano. Precisamos dizer ‘Sim” a Ele como doador, como criador, sim a nós mesmos como criaturas de Deus. Precisamos aceitar que Deus seja Deus e que nós sejamos homens. É este em certo sentido o sentimento religioso fundamental: aceitar-nos por aquilo que somos, isto é, devedores de tudo. Mas aceitar isto livre e alegremente, como fazem as crianças quando recebem alguma coisa do próprio pai e da própria mãe, sem se sentir humilhados e diminuídos. Então dizer obrigado a Deus é como lhe dizer: está bom assim, meu Deus; estou feliz que seja assim, isto é, que tu sejas Deus e eu seja a tua criatura.

Agradecer significa, portanto, dizer sim a Deus. Este obrigado que é da Igreja não é um sentimento subjetivo e psicológico; é sempre um obrigado dado a Deus “em Jesus Cristo”; é, por isso, algo objetivo, que está impregnado da mesma ação de graças que Jesus deu ao Pai antes da sua morte, e que dá ainda hoje, cada vez que se faz memória da sua morte. Na Eucaristia nós nos nutrimos da ação de graças de Jesus; por assim dizer, comemos sua ação de graças, para que nos ensine a dizer sim ao Pai, e dizendo-o nos faça transbordar de alegria como Ele transbordou.

Vamos colocar neste ano novo de 2017 os anseios da nossa Igreja particular de Maceió, seus projetos de criação de novas paróquias e suas obras sociais de evangelização. Teremos que acreditar na Providência Divina que não falha. Assim dizia Santa Terezinha do Menino Jesus: “Vou rezar para que a minha vontade seja a de Deus, pois, a Dele é a que prevalece”.

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