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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

28/11/2016 13h07

Caminhos para Belém

 Este período nos conduz à seguinte reflexão: como estamos vivendo esta expectativa para a chegada de Jesus? Será que estamos abertos para o acolhermos em nossos corações? Vejamos o sentido do verdadeiro caminho para Belém, que significa em hebraico, “Casa do Pão”, é de fato para nós, a Casa da Eucaristia, alimento da nossa vida e ápice da vida cristã. Por isso, Belém é aqui, o convite é nosso, o presente nos é entregue todos os dias quando perseveramos na caminhada e confirmamos este convite.

Abramos nosso coração e nossa vida, nossos afetos, nossos sentimentos e projetos para o mistério deste tempo. No século V, são Leão Magno, Papa de Roma, dizia ao povo na noite de Natal: “Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida!”.

Mas, estejamos atentos: porque Aquele que vem como luz no meio da noite, vem pobre, humilde, pequeno, frágil… e somente poderá ser reconhecido se estivermos atentos: atentos aos seus sinais, atentos às coisas pequenas, atentos aos irmãos mais frágeis, atentos ao que no mundo parece a toa, sem valor, sem importância, sem poder… O Menino somente pôde ser encontrado e reconhecido pela pobre Virgem Maria, pelo humilde José, pelos desprezados pastores… Os soberbos, os prepotentes, os esbanjadores, os orgulhosos jamais receberão a graça desta Noite!

O Papa Francisco nos tem mostrado os valores da simplicidade, da amizade e da solidariedade, que tanto se exaltam nestas festas, afirmando: “não bastam para assimilar plenamente o valor do Natal”.

Disse o Papa: “No Natal, portanto, não nos limitamos a comemorar o nascimento de um grande personagem; não celebramos simplesmente e em abstrato o mistério do nascimento do homem ou em geral o nascimento da vida; tampouco celebramos só o princípio de uma nova estação. Nós sabemos que se celebra o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade”.

Explicando o significado que em grego tem a palavra Logos, que é a que São João utiliza no prólogo de seu Evangelho para referir-se a Cristo, o Papa fez notar que além de traduzir-se como “o Verbo”, que é a transposição corrente, Logos significa também “o Sentido”.

E portanto, o “Sentido eterno” do mundo que “se fez tangível a nossos sentidos e à nossa inteligência: agora podemos tocá-lo e contemplá-lo”, e esse sentido, não é simplesmente uma ideia geral inscrita no mundo, mas é uma Pessoa que se interessa por cada um de nós. Sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto impotente contra o absurdo. O Sentido é poderoso: é Deus bom, que não se confunde com qualquer poder excelso e distante, ao qual nunca se poderia chegar, mas um Deus que se fez próximo de nós.

Vivenciar o verdadeiro sentido do Natal significa ter proximidade com o Senhor. Aliás, Natal é todo dia e nem depende de tempo. Supõe que os corações e as mentes sejam trabalhados por uma boa catequese. Isto capacita as pessoas para se tornarem “servas do Senhor”, servindo as pessoas com grande espírito de humildade, doação e dedicação de forma fraterna e cristã.

Que o Natal seja momento forte de celebração da fé. Isto deve ser relacionado com as dinâmicas da vida. É festa que ilumina as dimensões da espiritualidade cristã, conseguindo aproximar o Senhor do cristão e das pessoas e vice versa. É como deixar Deus tocar na vida do ser humano para que ele seja elevado em sua dignidade de vida.

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