Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

08/08/2016 11h26

As obras de Misericórdia na Festa da nossa Padroeira

 Mais uma vez nos reunimos para celebrar a Festa de Nossa Mãe e Padroeira. Neste Ano da Misericórdia voltaremos o olhar para três obras especificas: vestir os nus, acolher os prisioneiros e enterrar os mortos. Toda a arrecadação que fizermos durante a Festa terá esta finalidade social. Em nossa Catedral teremos durante todos os dias do novenário três urnas: uma para que os fiéis depositem roupas usadas em bom estado de conservação, e mais duas para que todos possam ajudar em espécie duas obras que estamos preparando, a construção de uma casa de reabilitação para alguns prisioneiros reduzirem suas penas, como extensão da casa do Servo Sofredor e a reconstrução do cemitério da Divina Pastoral em Rio Novo. Essa é a forma que encontramos para de fato associarmos a este grande evento, que é a festa da Nossa Padroeira, os atos de misericórdia que nossa Mãe Igreja nos pede como gesto concreto de amor e serviço.

Segundo o Papa Francisco, "precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra o caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado".

O Evangelista João no capítulo 19 nos mostra o caminho de alegria e união de Jesus com sua mãe Santíssima. Esta cena deve ter mais do que simples importância filial, isto é, o cuidado de Jesus por sua Mãe na hora de sua morte. Surge então a seguinte pergunta: o que esse incidente simboliza? Encontramos como resposta a imagem simbólica Joanina do nascimento da comunidade cristã. É a hora da glorificação de Jesus, sua elevação, e, quando Ele morre, entrega o espírito. Abaixo dele estão uma mulher e um discípulo, ambos inominados, como que para enfatizar seu caráter simbólico. A mulher pode significar a Igreja como Mãe e o discípulo amado todos os discípulos chamados a seguir a obediência extremosa do Senhor.

João apresenta Maria perto da cruz em um duplo papel: Como símbolo feminino da Mãe-Igreja, cuidando deles e sendo cuidada pelos discípulos de Jesus que se tornam seus filhos e, consequentemente, irmãos e irmãs. A relação com Jesus não é apenas individual; inclui uma comunidade, uma família. E como mulher da vitória, enfatizando a contribuição feminina para a salvação. A imagem negativa de Eva foi substituída pela da Ave Maria vivificante.

Nossa Senhora foi plenamente obediente à vontade de Deus, mas esta vontade foi feita toda de amor e de misericórdia. Segundo o Papa Paulo VI: “Maria aderiu totalmente e livremente à vontade de Deus, recebeu a Palavra e a colocou em prática, Ela foi inspirada, na sua ação pela caridade e pelo espírito de serviço; em suma, foi a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo”.

Escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus, Maria foi preparada desde sempre, pelo amor do Pai, para ser Arca da aliança entre Deus e os homens. Guardou, no seu coração, a misericórdia Divina em perfeita sintonia com o seu filho Jesus. Maria atesta que a misericórdia do filho de Deus não conhece limites e alcança a todos sem excluir ninguém.

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres teve início em Portugal por volta do ano de 1590. Conta-se que uma imagem da Virgem apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos condes da Ilha. Pessoas que iam à fonte para beber água conseguiram curas milagrosas, que logo passaram a ser conhecidas na região. Ali erigiram uma Igreja e o local tornou-se centro mariano de peregrinações.

Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias. A disseminação de sua devoção é de origem franciscana, isto porque os prazeres, ou alegrias, de Nossa Senhora foram escritos por um franciscano. São eles: a Anunciação, a saudação de Isabel, o Nascimento de Jesus, a visitação dos Reis Magos, o encontro com Jesus no Templo quando ele conversava com os doutores da Lei, a aparição de Jesus Ressuscitado e a coroação de Maria no céu.

Como Igreja de Maceió, esta história faz parte da fé do nosso povo e continua nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria, a Mãe dos Prazeres, para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele, motivo de verdadeira alegria.

Assim nos diz o Papa Francisco na proclamação desse Jubileu Extraordinário da Misericórdia: "Dirijamo-lhe a oração, antiga e sempre nova, da Salve Rainha, pedindo-lhe que nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da Misericórdia, seu filho Jesus".

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