Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

13/06/2016 11h16

As colunas da Igreja no Ano da Misericórdia

  Celebraremos esse mês a Solenidade de São Pedro e São Paulo, homens que marcaram a história da Igreja pela coragem no seguimento do evangelho, a ponto de serem chamados “Colunas”. Isto significa que foram os responsáveis pela propagação e anúncio do Evangelho de Jesus Cristo na Igreja primitiva.

Simão Pedro era pescador de Betsaida, que mais tarde se estabelecera em Cafarnaum. Seu irmão André o introduz entre os que seguem Jesus, mas, Simão Pedro havia sido certamente preparado para este encontro por João Batista. O Cristo lhe muda o nome e o chama “Pedra”, para realizar em sua pessoa o tema da pedra fundamental. Simão Pedro é uma das primeiras testemunhas que vê o sepulcro vazio e merece uma especial aparição de Jesus Ressuscitado.

Depois da ascensão, ele toma a direção da comunidade cristã, enuncia o esquema da Boa-nova, e é o primeiro a tomar consciência da necessidade de abrir a Igreja para os pagãos. Essa missão espiritual não o livra da condição humana nem das deficiências do temperamento. Paulo não hesita em contradizê-lo na discussão de Antioquia, para convidá-lo a liberta-se das práticas judaicas. Quando Pedro vai a Roma torna-se o Apóstolo de todos. Cumpre, então, plenamente, sua missão de “pedra angular”, reunindo num só “edifício” os judeus e os pagãos e ratifica esta missão com seu sangue.

Paulo, depois de sua conversão na estrada de Damasco, percorre em quatro ou cinco viagens, o mediterrâneo. Faz a primeira viagem em companhia de Barnabé; partem de Antioquia, param na ilha de Chipre e depois percorrem a atual Turquia. Após o concílio dos apóstolos em Jerusalém, Paulo inicia uma segunda viagem, desta vez como “convidado” dos “Doze”. Atravessa novamente a Turquia, evangeliza a Frígia e a Galácia, onde adoece. Passa à Europa com Lucas e funda a comunidade de Filipos. Depois de um período de prisão, evangeliza a Grécia; em Atenas sua missão encontra nos filósofos um obstáculo; em Corinto funda a comunidade que lhe dá mais trabalho. Em seguida volta a Antioquia. Uma terceira viagem o leva às Igrejas fundadas na atual Turquia, especialmente a Éfeso, depois a Grécia e a Corinto. De passagem em Mileto, anuncia aos anciãos sua próxima provação. De fato, pouco depois de sua volta a Jerusalém é preso pelos judeus e posto no cárcere. Sendo cidadão Romano Paulo apela para Roma.

Empreende assim uma quarta viagem, está em Roma, mas não mais em estado de liberdade. Chega a Roma pelo ano 60; é mantido na prisão até cerca do ano 63; no entanto aproveitando de algumas facilidades que lhe são proporcionadas, entra em frequente contato com os cristãos da cidade e escreve as “cartas do cativeiro”. Libertado no ano 6, faz, provavelmente, uma última viagem à Espanha ou às comunidades dirigidas por Timóteo e Tito, às quais escreve cartas que deixam entrever seu fim próximo. De novo preso e encarcerado, Paulo sofre o martírio cerca do ano 67.

Esses dois Apóstolos são considerados “colunas da Igreja”; por certo, também os outros apóstolos o são e seu testemunho e pregação permanecem referência obrigatória para a fé da Igreja; ela nasceu de Jesus com o grupo dos apóstolos, por ele escolhidos, preparados e enviados ao mundo para darem testemunho de tudo o que dele viram e ouviram. Para isso, receberam o dom especial do Espírito Santo, para assisti-los e confirmar o seu testemunho. Ao longo do tempo, a Igreja permaneceu fiel e perseverou na doutrina dos apóstolos, como já fazia a primeira comunidade cristã, em Jerusalém.

Pedro e Paulo receberam um título muito especial, são “colunas da Igreja”, que se edifica solidamente sobre Cristo, rocha inabalável. A Igreja se alegra e agradece a Deus pelo seu testemunho, pois eles “nos deram as primícias da fé”. Pedro, chamado a amar Jesus mais que todos, recebeu “as chaves do reino dos céus”; elas representam o poder e a autoridade especial dados a Pedro para bem servir a Igreja. Ele deve apascentar os cordeiros e as ovelhas do rebanho de Cristo e zelar pelo bem delas mais que todos. Missão grande e difícil, que fará Pedro sentir, no desempenho de sua missão, as alegrias e as dores do Mestre

Pedro e Paulo: dois homens que ao longo dos séculos personificaram a Igreja inteira em sua ininterrupta tradição. Sigamos o exemplo de vida desses homens para a cada dia nos tornamos verdadeiros missionários, servindo e dando a nossa vida por amor a Cristo e a Igreja.

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