Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

16/05/2016 11h07

Pentecostes no Ano da Misericórdia

Estamos nos preparando como Igreja de Maceió para a grande Festa de Pentecostes. Neste Ano da Misericórdia faremos uma grande e piedosa Vigília no sábado dia 14 do corrente, a partir das 17h no futuro Santuário São João Paulo II e Beata Irmã Dulce dos pobres, no Dique Estrada. O ponto alto desta Vigília será a administração do Sacramento da Crisma para quase seiscentos jovens de várias paróquias da nossa Arquidiocese. Viveremos assim um momento forte na Igreja de Cristo que está em Maceió, como Igreja Orante, Missionária e Samaritana. Na força do Espírito Santo vem confirmar a sua missão evangelizadora. O Espírito Santo de Deus deseja restaurar em nós um novo tempo.

São cinquenta dias transcorridos após o domingo da Ressurreição, quando Cristo, após morrer na cruz e ser sepultado, apareceu vivo para os seus discípulos. Foi um acontecimento inédito e misterioso para todos eles.
Pentecostes é um fato antigo e novo ao mesmo tempo. Ele é marcado por realidades que envolvem situações de mistério. A vinda do Espírito Santo transforma a vida das pessoas e atinge a maneira de ser das comunidades cristãs. Desperta atitudes de compromisso e testemunho na convivência social.

É festa da unidade porque faz superar divisões de raça e línguas no meio da diversidade dos dons. Faz as pessoas se colocarem a serviço umas das outras e edificar a comunidade. Com isto elas superam e ultrapassam seus limites simplesmente humanos.

Nem sempre nos damos conta dos carismas que nos acompanham. Se bem utilizados, muitos bens podem acontecer no meio das pessoas. São iniciativas naturais desenvolvidas por cada indivíduo, enriquecendo e fortificando o bem comum.

A presença do Espírito Santo é como um laço forte que nos une e transforma o mundo em ambiente de convivência e de realizações que elevam a vida e o coração das pessoas na comunidade cristã. Cria ânimo e dinamismo social.

Pentecostes é festa do perdão, da mútua solidariedade e de força decisiva na construção da comunidade Igreja. Desperta o calor da fé e da comunhão eclesial. Desinstala todos aqueles que vivem acomodados e abafando todas as suas qualidades e dons naturais.

Em Pentecostes, a Igreja desejada por Jesus como “pequeno Rebanho” (Lc 12,32), é insuflada pelo sopro do Espírito e surge como “missão a serviço do Reino de Deus” anunciado por Jesus. Mais que dizer que a Igreja tem uma missão, podemos dizer que o Reino de Deus tem uma Igreja missionária a seu serviço, para difundi-lo no mundo. Assim, a Igreja reverte o acontecimento narrado no episódio da Torre de Babel, onde ninguém se entendia pela confusão das línguas. Em Pentecostes acontece o contrário, o Espírito, através da Igreja difunde no mundo a linguagem do amor, o qual inclui a justiça com o perdão e misericórdia.

Pela linguagem do amor, o Espírito une a diversidade na força do Ressuscitado: “Um só Senhor, uma só fé um só batismo” (Ef 4,5). O mesmo Espírito produz a multiplicidade de dons e ao mesmo tempo produz a unidade, pois o Espírito Santo é o amor de Deus que tudo une. O mundo de hoje, maravilhoso no seu aspecto tecnológico e científico, precisa de um novo Pentecostes, para perceber que é o Espírito Santo de Deus, a fonte de toda novidade, inspiração e força criativa do ser humano. Desde o início, o Espírito pairava sobre tudo o que era criado (Gn 1,2).

Em meio às adversidades precisamos entender que o Espírito Santo nos convida à unidade. A paixão pelo Reino é inseparável da paixão pela unidade: somos membros diversos do mesmo Corpo (Rm 12, 3-8). Ideologizar a mensagem do Evangelho é um perigo que ronda nossas comunidades. Quando isto acontece, a Igreja se torna “casa de estranhos”, como um hotel onde as pessoas estão juntas, mas não unidas, reunidas, mas não unidas. Em nível externo, a força e o dinamismo do Espírito Santo, impelem a Igreja para a missão. O Espírito Santo desinstala sempre a comunidade, para que vá avante e seja criativa nos meios, métodos e linguagem, que a evangelização exige.

Tenhamos convicção de que este sopro de Deus nos convida a estarmos abertos às necessidades de um novo tempo, este entendido como Kairós, tempo de Deus que é restaurador. O convite do Pai Celeste nos pede para atualizarmos sempre este “sim”, que os nossos pais e padrinhos deram no dia do nosso batismo e nós confirmamos no momento em que fomos crismados.
 

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