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Notícias / Internacional

11/02/2014 13h00

Bento XVI afirma compartilhar com Francisco a mesma visão sobre a Igreja e destaca que seu dever é encorajar o atual Pontificado com a sua oração

Há um ano da renúncia de Bento XVI

Canção Nova com Rádio Vaticano
Imagem: Rádio Vaticano

No dia em que se recorda um ano da renúncia de seu antecessor, o Papa Francisco convidou os fiéis a rezarem juntos com ele por Sua Santidade Bento XVI, “homem de grande coragem e humildade”.

Em carta ao teólogo Hans Kung, datada de 24 de janeiro e publicada pelo jornal italiano “La Repubblica”, Bento XVI afirmou ser grato pela grande semelhança de visões e pela amizade que o une ao Papa Francisco. O Papa emérito afirma que seu único e último dever é encorajar o atual Pontificado com a oração.

Um ano após sua renúncia, que surpreendeu o mundo, a atitude de Bento XVI é, hoje, vista como um ato de coragem, que abriu a Igreja para uma “primavera”. Na ocasião, o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, disse esperar para a Igreja o melhor Pontífice naquele momento.

Entrevistado pela Rádio Vaticano, naquela mesma manhã, Dom João contou que a sua primeira reação ao ouvir a notícia da renúncia do Papa foi consultar o cardeal que estava ao seu lado para ter certeza de que tinha entendido direito.

“Foi uma surpresa para todos nós, porque esta atitude da renúncia não é muito comum na Igreja. É um ato de extrema humildade por parte do Papa, de extremo amor à Igreja e que nos colheu muito de surpresa; a gente via na própria sala esta surpresa. Não sabíamos de nada, só da questão do Consistório para os santos e não de sua renúncia”.

Dom Cláudio Hummes, que foi colaborador direto de Bento XVI como Prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano, foi surpreendido, em São Paulo, com a notícia. Em exclusiva ao Programa Brasileiro, em sua chegada a Roma para o Conclave, Dom Cláudio ressaltou a humildade de Joseph Ratzinger, um homem “que não se agarrou ao poder e ao prestígio”:

“A grandeza dele está em sua humildade, no despojamento. O Papa é um homem que não se aferra ao poder e ao prestígio, mas como ele mesmo dizia: eu vejo que não tenho mais suficientes forças humanas para continuar neste encargo, então para o bem da Igreja, eu renuncio. Ficou claro que o fez para o bem da Igreja”.

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