Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Notícias / Entrevistas

01/06/2012 09h43

Movimento catequético-missionário procura defender a fé da Igreja

Alisson Barreto fala em entrevista sobre a ação da Pia Escuderia

Diácono Rodrigo Rios
Alisson Francisco Barreto é bacharel em Direito; pós-graduado pela Escola Superior de Magistratura de Alagoas e membro do Movimento Pia Escuderia

Diversas frentes de evangelização na Igreja têm se preocupado com a formação de seus membros e a defesa da fé, principalmente diante das realidades contemporâneas. O Portal apresenta a Pia Escuderia de Sigmaringen, que na própria definição de seus membros: “é um Movimento católico de caráter catequético- missionário cujo lema é ´servir à Igreja; honrar o Evangelho; defender a fé´”. Para isto, entrevistamos Alisson Francisco Rodrigues Barreto, bacharel em Direito, pela Universidade Federal de Alagoas; pós-graduado pela Escola Superior de Magistratura de Alagoas; filósofo, pelo Seminário Nossa Senhora da Assunção e membro do Movimento.

Como surgiu Pia Escuderia?
A Pia Escuderia surgiu quando um amigo meu, o Roberto Cavalcante, indignado por ver que muitas pessoas, por não conhecerem apropriadamente a Santa Igreja, estavam deixando a santa fé herdada dos apóstolos para abraçar o protestantismo; então, ele sonhou em reunir um grupo de católicos – preferencialmente com alguma formação intelectual – para, aprimorando-se no conhecimento da verdadeira fé, defender a Santa Mãe Igreja.

Então o objetivo é a defesa da fé?
Sim. Reunir um grupo de católicos para defender a fé apostólica por meio do esclarecimento da verdade, honrando, assim, o Evangelho e servindo à Igreja que é Una, Santa, Católica, Corpo de Cristo e Esposa do Senhor. Enfim, como filhos de Deus, honrar a Santa Mãe Igreja.

Quantos membros atuam atualmente? Qual o perfil dos mesmos?
É difícil precisar a quantidade, pois há muitos interessados; mas com frequência assídua, acredito que cerca de sete fieis escudeiros, aguardando sete vezes setenta e sete! O perfil dos membros é ser um jovem que tenha passado ou esteja passando por uma experiência universitária ou religiosa (Ordem religiosa, Seminário ou Nova Comunidade), ao menos para as funções de maior relevância. Mas somos abertos à participação de quaisquer leigos ou clérigos que se interessem por servir à Igreja, honrar o Evangelho e defender a santa fé católica. Se a pessoa ama a Esposa do Cordeiro de Deus (a Igreja) e quer juntar-se a nós é muito bem-vinda!

Qual é o serviço prestado pela Pia Escuderia?
É um serviço catequético, missionário e logístico - apoiando as Novas Comunidades a nós confiadas e quaisquer movimentos genuinamente católicos. O serviço catequético se dá através da disponibilidade dos escudeiros para a contribuição nas catequeses das igrejas, em especial, para a formação de catequistas. O serviço missionário se dá por meio do carisma missionário que os escudeiros, como batizados católicos que são, têm para pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, levando a luz da santa fé católica a todos os povos. Alem disso, os fundadores têm em comum o fato de terem sido, ou serem, membros do Conselho de Missionários da Arquidiocese (Comidi) e ganha especial ênfase à memória do nosso patrono São Fidélis, um frei capuchinho que se saiu tão bem no empenho missionário que as pessoas começaram a voltar para a Santa Igreja. O resultado disso foi que os protestantes passaram a odiá-lo e o mataram em praça pública. O serviço logístico provém do amor à Santa Igreja que acabou vocacionando os escudeiros a abraçar todos os carismas que o Espírito Santo tem derramado sobre as Novas Comunidades de vida e Movimentos vero eclesiais, de modo que os escudeiros comumente acabam sendo convidados a ajudar na redação de estatutos de novas comunidades, ou coletando donativos para as suas atividades, ou mesmo víveres para suas necessidades, se necessário for.

Como são organizadas as reuniões?
Os membros da Pia Escuderia ultimamente têm resumido as reuniões em três tipos: (1) as informais, onde os membros combinam a ida a um lugar comum e, num ambiente de descontração, analisam planos, discutem questões de ordem teológica e filosófica, bem como traçam metas de atuação; (2) as vigílias, onde os escudeiros têm um momento de formação católica e, em seguida, procuram fortalecer-se espiritualmente por meio da oração, do louvor e da adoração a Jesus eucarístico; e (3) as Tardes Franciscanas ou Oficinas Bíblicas, onde os escudeiros rezam, meditam a Palavra de Deus e são convidados à Santa Missa. As vigílias ocorrem sempre nos segundos sábados de cada mês, das 23h às 05h e, ultimamente, têm ocorrido na igreja de São Pedro Apóstolo; as Oficinas Bíblicas têm ocorrido, em geral, nos 1º e 2º sábados de cada mês, na igreja matriz de Santa Rita de Cássia, a partir das 15h15. Ambas são abertas ao público.

Quais os desafios enfrentados até agora?
Principalmente, os desafios de toda obra cujo propósito é realizar a vontade de Deus: a perseverança na fidelidade ao Senhor e as tentações para se afastar do caminho santo. Disso resultam outros desafios: em um mundo de “teologias” relativistas, motivar as pessoas a participarem e perseverarem em um movimento de amor e defesa da Santa Igreja Católica; conseguir local para nos reunirmos e o acompanhamento de um olhar sacerdotal sobre a obra.

Quais os trabalhos já realizados? O que mais te tocou durante este tempo em que estás à frente da Pia Escuderia?
No aspecto intelectivo, nossos membros já realizaram cursos de formação de catequistas, além de palestras e catequese propriamente. No aspecto missionário, boa parte de nossos membros já realizou missão e todos se dispõem a fazê-lo sempre que não houver choque com seus compromissos familiares e houver possibilidade de encaixe de horários. No aspecto logístico, a Pia Escuderia contribuiu na elaboração de estatutos de algumas novas comunidades de vida aqui na Arquidiocese de Maceió.
Quanto ao estar à frente, prefiro dizer que quem está à frente é meu irmão em Cristo Roberto Cavalcante; mas tenho trabalhado na motivação dos escudeiros e no abano para manter acesa a chama entusiástica da fé e a perseverança dos escudeiros. Em relação ao que mais me tocou foi o amor e a afinidade que encontramos com boa parte das Novas Comunidades de vida, é a emoção de ver a unidade dos cristãos entre os jovens que vivem uma maior radicalidade do Evangelho, a fé entre os pobres.

Quais os projetos de vocês para o futuro?
A curto prazo, nossa meta é aumentar a nossa espiritualidade por meio das vigílias mensais e missas dominicais para, daí, realizar os nossos projetos catequéticos missionários. A médio prazo, estamos planejando implantar as Oficinas Bíblicas em algumas paróquias de nossa arquidiocese, em atendimento a solicitações de leigos que vieram ao nosso encontro. A longo prazo, temos projetos para a formação aprimorada de escudeiros e trabalhos catequéticos ou missionários nas paróquias cujo Espírito Santo as impulsionar a convidar-nos para servir. Há outros projetos que constam em nosso Estatuto e que poderemos colocar em prática no futuro, mas o caminhar se realiza dando passo por passo; então, quem sabe em outra ocasião possamos conversar melhor sobre isso. Aproveito a oportunidade para convidar a quem se interessar a juntar-se a nós e dizer aos membros da Santa Igreja que estamos sempre prontos a servir e que podem contar conosco para levar a chama da fé às velas que nos convidarem.
 

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Enviado por Eudes Inacio às 00h00 do dia 04/06/2012

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