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30/12/2017 21h52

Missa pela Paz destaca luta em defesa da População do Povo da Rua

Tradicional missa pela Paz instituída pelo Arcebispo de Maceió contou com representações religiosas, políticas e sociais

Micheliny Tenório/ Comunicação da Arquidiocese de Maceió
Tags: Paz, Missa, Violência
Fotos: Rodrigo Lins/Pascom Maceió

A Missa pela Paz, celebração idealizada há nove anos pelo Arcebispo de Maceió Dom Antônio Fernandes Muniz, O Carm. foi realizada na noite dessa sexta-feira (29) na Catedral Metropolitana Nossa Senhora dos Prazeres com a presença de representações do Movimento População de Rua, religiosos evangélicos e segmentos sociais.

A tradicional celebração pela Paz foi presidida pelo Bispo Emérito de Palmares, Pernambuco, Dom Genival Saraiva de França e concelebrada pelo Cônego Severino Fernando, reitor e administrador da Catedral Metropolitana.

O arcebispo de Maceió não pode estar presente, mas, sua missão em favor dos desvalidos permanece e orienta as ações da igreja sob os lemas de sua autoria: “Maceió, cidade de paz” e “Deus habita essa cidade”.

Como acontece todos os meses, a Missa pela Paz sempre traz uma temática para reflexão dos fiéis e desta vez foi abordada a questão das mortes de moradores de rua, que só este ano vitimou 28 pessoas, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Na procissão de entrada, representantes do Movimento População de Rua carregavam cruzes vermelhas, algumas identificadas com nomes de moradores assassinados e outras sem identificação, conforme explicou Ana Tojal, membro do Conselho Estadual de Assistência Social.

"As cruzes sem identificação simbolizam os moradores que foram sepultados como indigentes, o que é lamentável, pois, nem em sua morte tiveram a dignidade de serem identificados”, observou Ana ao explicar que o Movimento População de Rua é democrático e por isso é formado também por diversos segmentos religiosos, sociais e políticos.
Representações unidas.
Em sua homília, Dom Genival destacou que Jesus se identifica com as situações difíceis pelas quais as pessoas passam e fez um apelo para que as mortes dos moradores sejam esclarecidas.

"É preciso compreender o que estar por trás da violência. O assassinato dos moradores de rua precisa ser elucidado. A solução passa pela identificação e eliminação das causas que provocaram as mortes. O poder púbico precisa desenvolver políticas que atendam aos moradores e nós, enquanto igreja e sociedade, devemos também nos comprometer com a causa para colaborar com os irmãos necessitados”, defendeu o bispo emérito.

Antes da benção final, o Cônego Severino leu a Nota de Solidariedade expedida pela Pastoral Nacional do Povo da Rua, em que se destacou o apelo às gestões públicas, em suas três esferas, para se comprometerem com políticas públicas voltadas aos moradores de rua; apuração das mortes e punição dos culpados; auxílio às famílias dos moradores assassinatos; e a viabilização de uma estrutura que promova a inclusão social dos moradores de rua.
A palavra foi facultada aos pastores evangélicos e demais representantes de segmentos sociais. O pastor Vando Santos, que atua numa Congregação da Igreja Batista no Conjunto Benedito Bentes II, disse “que essa realidade leva o povo cristão a refletir sobre a população de rua” e em seguida leu um manifesto assinado por diversas representações sociais, religiosas e políticas em torno da defesa dos moradores de rua.

O pastor Welington Santos, da Igreja Batista do Pinheiro, fez um recorte histórico sobre a atuação dos cristãos com o seu semelhante e recitou o versículo de João 11,35 “Jesus chorou” ao lamentar a ação letárgica dos cristãos (católicos e protestantes) com os mais desvalidos. “O choro de Deus hoje tem sido pela sua igreja” e conclamou a todos para reverem suas atitudes e serem misericordiosos com o próximo.
O coordenador Nacional do Movimento População de Rua, Rafael Machado, destacou que a luta dos moradores vai além das necessidades de matar a fome e deu seu testemunho de vida.

"Não precisamos apenas de um prato de comida ou de uma ação pontual, precisamos que nossos direitos sejam validados e da aprendizagem de conhecimentos. Vivi anos na rua, passei por situações que se estou vivo foi a mão de Deus que me livrou e é Ele que me dá forças para lutar”, destacou Rafael ao pedir a mediação dos líderes religiosos junto aos gestores públicos para ações em prol dos moradores de rua.

A reitora da Universidade Federal de Alagoas, Maria Valéria Costa Correia, parabenizou o empenho das representações, lembrando que a união de todos é o diferencial para que ações positivas sejam desenvolvidas para os moradores de rua, incluindo auxílio financeiro através de recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), que é gerido pela Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social.

A Missa pela Paz teve transmissão ao vivo pela Comunicação da Arquidiocese de Maceió através das redes sociais.

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