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23/11/2017 16h15

“Escrever é a minha essência!”: uma entrevista com Anobelino Martins

Confira entrevista realizada pelo jornal O Semeador!

Thiago Aquino / Pascom Maceió
Anobelino é natural de São Luís do Quitunde e já lançou três livros

É da cidade de São Luís de Quitunde, a mais de 50km de Maceió, o autor de três obras literárias. Ele tem apenas 25 anos e desde criança o amor pela leitura o fez sonhador e admirador da poesia. O menino que ouvia Luiz Gonzaga, grande inspiração até hoje, “roubava” as folhas dos cadernos dos irmãos para fazer rabiscos. O lápis e o papel se tornaram amigos íntimos. Anobelino Martins é escritor, poeta, compositor, formado em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor na rede municipal de sua cidade natal e palestrante nas horas vagas. O leitor vai perceber que até durante a entrevista o jovem não larga mão de recursos literários.

O Semeador: quando surgiu o interesse pela poesia?
Anobelino Martins: já muito pequeno tive um enorme contato com a obra musical de muitos poetas, repentistas, cordelistas, emboladores... Isso se deu pelo fato do meu pai, Abdias Martins, ter uma pequena loja de discos, fitas e CDS antigos na sala da nossa casa. Foram canções que marcaram época, com poesias belíssimas e com obras de artistas geniais. Outro fator, que creio ter contribuído bastante também, foi por volta dos meus 14 anos quando tive contato com a Liturgia das Horas, uma antiga oração da Igreja que sempre começa com hinos poéticos. Recordo as vezes que escrevi diversas poesias seguindo a mesma linha poética da liturgia. Sempre “roubava” as folhas dos cadernos dos meus irmãos mais velhos para fazer o que eu mais gostava.

De onde vem a inspiração?
Minha inspiração é a vida! Sou loucamente apaixonado pela vida, por suas belezas, suas alegrias e emoções. A vida é a fonte primordial de minhas ideias, é na vida que encontro tudo, até mesmo os mistérios da morte. Escrever para mim não é um hobby, tão pouco um trabalho ou obrigação. Escrever é a via que eu preciso trilhar para poder me realizar como pessoa. Eu não me fiz escritor, pelo contrário, este dom já estava em mim desde que me entendo de gente e assim eu me realizo. Penso que seria mais do que um dom, é a minha essência, é o que faz com que eu seja eu. Escrever significa realização!

Quando você percebeu a necessidade de publicar o primeiro livro?
Em 2009, criei o Blog do Anobelino, um espaço na internet com meus poemas, minhas histórias e reflexões. Lembro que escrevia várias histórias e colocava como personagens os meus colegas. Eles liam e riam bastante dos textos, que sempre tinham um toque de bom humor. Minha “fama” na escola passou a ser tão grande que muitos já me chamavam de escritor ou perguntavam quando iriam ser publicados meus livros. Foi aí que entendi que precisa corresponder ao pedido de um pequeno grupo de já se formava. E foi sobre o amor que nasceu meu primeiro livro poético, Só Amar em Versos, que lancei depois de muito esforço e dedicação no dia 16 de fevereiro de 2014.

Foi um sonho concretizado?
Sem dúvidas! Sempre sonhei em lançar um livro e o Só Amar em Versos superou todas as minhas expectativas. De lá pra cá tudo mudou na minha vida e foi realmente um divisor de águas que possibilitou muitas coisas boas. A partir deste dia senti-me realmente escritor e foi um dos melhores momentos da minha vida!

O que o leitor encontra nessa obra?
O livro Só amar em versos tentar traduzir com poesias e ilustrações o amor, a força que mostra que todos nós somos iguais. Afinal, quem nunca amou? Busco apresentar no livro uma poética simples, afinal de contas foi um dos meus primeiros livros que escrevi, mas carregada de sentimento e de emoção. A obra trata de temas tão comuns, de situações do dia-a-dia, de sentimentos que, muitas vezes, experimentamos; mas que se vê relativizado.

E as demais obras?
Meu segundo livro, Corações ao Alto, foi lançado para atender aos pedidos de muitos paroquianos de São Luís do Quitunde. Ele é um esforço para expressar minha visão real do sagrado através do meu próprio contato com elementos da fé dentro da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em São Luís. O terceiro livro, Os Segredos da Infância, publiquei em parceria com o grande e querido amigo Luiz Cleysson Prazeres. São retratos de enredos vividos por mim e por ele em determinados momentos das nossas infâncias. É uma viagem prazerosa no tempo, daquelas que gostamos tanto de fazer quando nos lembramos das coisas boas que vivemos na melhor época das nossas vidas.

Você também é compositor. Isso é fruto também da poesia?
A poesia está sim totalmente relacionada com as minhas composições. Quase sempre as melodias das minhas músicas vêm na mesma hora em que escrevo as letras das canções. Tudo junto como um mosaico que, com as peças bem juntinhas, desenha uma linda paisagem.

O meio digital ajuda a propagar e a incentivar a leitura?
Com certeza! Como professor, penso que as minhas redes sociais devem ajudar a disseminar o amor pela leitura. Estou sempre publicando dicas de livros, minhas leituras semanais e as minhas aquisições de livros. Penso que isso por si só já dá incentivo àqueles que me acompanham. Sem falar na divulgação dos meus textos, através do meu blog, que busca sempre trazer mais leitura no meio digital.

Você expressa em seus trabalhos um amor pela cidade natal, São Luís do Quitunde. O que este município te representa?
São Luís do Quitunde está sempre presente naquilo que escrevo, porque é um lugar que faz parte de tudo o que sou. Foi lá que vivi todas as aventuras da minha infância, que estudei todo o ensino fundamental e médio, que comecei a sonhar e buscar a realização dos meus sonhos... São Luís do Quitunde, parafraseando Luiz Gonzaga, é o meu Pé de Serra e lá deixo ficar o meu coração toda vez que deixo aquela querida terra.

Quem acessa suas redes sociais percebe logo que você é admirador dos personagens de Roberto Bolaños. Como você define esta admiração?
A obra do grande Chespirito me acompanha desde que eu era menino. Sempre achei fantástica a maneira que ele usou para abordar a beleza da vida, de forma simples e com olhar de criança. Ele me influência até hoje com a beleza de sua obra. O menino “Chaves do 8” que nunca perde a esperança, que acredita na juventude do coração e que é feliz apesar das adversidades, me ensina até hoje a buscar significados nas coisas mais simples da vida e, como poeta, procuro fazer isso o tempo todo. O herói atrapalhado, Chapolin Colorado, ensina-me que não é preciso ter grandes e extraordinários poderes para fazer a diferença no mundo, e como escritor, procuro encontrar nas palavras a força que mude o curso do mundo para melhor. Toda a sua obra é fonte de muita inspiração. Ele é, sem dúvidas, um grande incentivador da minha atividade como escritor. Sem falar no humor, que é um elemento que sempre procuro usar na minha escrita e nisso sabemos que Roberto Bolaños era mestre.

Onde as pessoas podem adquirir suas obras?
Os leitores podem adquirir as obras através da loja do meu site (www.anobelinomartins.com.br) e na loja da Dextop Informática (https://www.infogaming.com.br/). É possível também adquirir nas lojas físicas em São Luís do Quitunde, Loja Arco-íris e DexTop Informática, no centro da cidade.

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