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19/11/2017 19h49

Dom Antônio Muniz: “Quem não é amigo dos pobres, não é amigo de Jesus”

Atendendo a convocação do Arcebispo o Santuário acolheu centenas de pobres e sofredores em situação de rua no Dia Arquidiocesano dos Pobres

Maria Cicera - Comunicação Arquidiocese de Maceió
Fotos: Luciana Padilha-Pascom Maceió

A noite da última sexta-feira, 17 de novembro, estava mais bonita com a presença dos irmãos e irmãs pobres e em situação de rua, necessitados de pão e da Palavra, no Santuário Arquidiocesano da Virgem dos Pobres, em Mangabeiras.

Dom Antônio, representantes da Paróquia de São Vicente de Paulo, no Graciliano Ramos, Vicentinos, Casa de Ranquines, Fraternidade O Caminho, Juvenópolis, Movimentos e Pastoral do Povo da Rua e os pobres, moradores de rua e assistidos pelas obras sociais da Arquidiocese, se reuniram na entrada do Santuário Arquidiocesano e, com velas acesas, caminharam rezando a Via Sacra com os sofredores e sofredoras de rua. Chegando ao topo da colina, a banda da Casa Dom Bosco acolheu a multidão, com música e alegria, para o início da Celebração Eucarística presidida pelo arcebispo e concelebrada pelos padres: José Aloisio e Aloisio Jr.

Na homilia o arcebispo falou da convocação do Papa Francisco para celebrar o Dia Mundial dos Pobres, no domingo dia 19, em Roma, e acrescentou: “ele pediu aos bispos, em carta, que procurassem um dia adequado para celebrarem o Dia Mundial dos Pobres em suas dioceses; portanto nossa missa hoje, além de todas as intenções que colocamos, rezamos pela intenção do Papa Francisco”. “Só vale a pena nossa vida quando a gente serve aos irmãos”, salientou o arcebispo.

“As pessoas, os movimentos e as Pastorais da Igreja, que aqui estão, eu chamo de amigos e amigas dos Pobres, pessoas empenhadas em cuidar e defender os pobres e os irmãos em situação de rua, e declaro: quem não é amigo dos Pobres, não é amigo de Jesus!”, frisou com veemência. Antes de concluir sua homilia agradeceu a Banda da Casa Dom Bosco, que este ano celebra 25 anos dedicados a resgatar jovens das drogas, e dos demais fiéis.

Um momento impactante foi quando o metropolita convidou o jovem Rafael, coordenador do Movimento da População do Povo da Rua, para fazer sua prece. Ao falar Rafael salientou a deficiência de projetos de políticas públicas que funcionem e tirem o povo das ruas, suplicou a Deus forças para continuar a luta em defesa dos marginalizados e excluídos.

Ao ser encerrada a celebração, ao som da Banda Dom Bosco, foi servido um jantar, para mais de 400 pessoas. E, à vontade e feliz no meio dos pobres, D. Antônio Muniz expressou sua alegria em viver o momento onde Deus tão fortemente se fez presente.

“Estou feliz por que o povo realmente reconhece o ensinamento de Jesus Cristo e segue os ensinamentos de São Vicente! Agradeço a todos que doaram alimentos para esta rica e bela refeição”, disse o arcebispo e continuou sua fala destacando o empenho e a participação da Igreja em Maceió e da Comunicação, através das mídias sociais, para que em tão pouco tempo pudesse reunir tantas pessoas. “Recebi um grande presente dos pobres e sofredores de rua, com a presença deles aqui hoje”, finalizou dom Antônio Muniz.

O arcebispo anunciou que na Arquidiocese de Maceió o Dia Mundial dos Pobres será sempre de acordo com a data mais conveniente para celebrar. Já que reunir a população em situação de rua e os assistidos no fim de semana é mais difícil.

Para Rafael Machado da Silva, coordenador estadual do Movimento Nacional da População em situação de rua, a luta pelos direitos da população de rua é imprescindível. “São direitos violados todos os dias. Nosso estado é um estado, nas estatísticas, homicida. Hoje somos organizados, viajo o país inteiro em congressos e encontros para pautar direitos como: habitação, saúde e emprego, além de cobrar políticas públicas para a retirada de pessoas das ruas”.

Frisou a importância da ação da Igreja nessa luta, “é muito importante termos o apoio da Igreja, isso nos fortalece na luta e nos faz acreditar que não estamos sozinhos. Ter o acolhimento e o apoio de Dom Antônio é motivador e importante. Às vezes só o queremos na rua é um abraço e uma palavra encorajadora: você vai sair dessa situação”, e continuou, “não tem preço que pague, eu que passei 14 anos na rua, hoje fazer algo para que eles saiam da situação de rua. Temos um dia de lazer durante o mês, onde é só alegria na praia ou na praça: cozinho para eles. Me respeitam!”, falou Rafael.

O arcebispo oficializou recentemente a Pastoral do Povo da Rua para atender as necessidades dos irmãos e irmãs que sofrem o abandono e a marginalização. Um passo fundamental na ação evangelizadora da Igreja Samaritana.

 Mais fotos aqui goo.gl/NFqYft

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