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05/11/2017 15h50

Encontro de médicos alagoanos forma associação católica da categoria

Associação de médicos católicos já conta com a adesão de dezenas de profissionais, que aguardam aval do Arcebispo para formalizar a entidade

Micheliny Tenório/ Pascom Arquidiocese de Maceió
Fotos: Carlos Roberto/ Pascom Maceió

Fé e ciência discutidas à luz da doutrina católica. Esta foi a temática central do Primeiro Encontro de Médicos Católicos promovido pela Pastoral da Saúde da Arquidiocese em parceria com a Santa Casa de Misericórdia e Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), durante o sábado (4) na sede do referido Conselho.

Estiveram presentes ao encontro, o coordenador arquidiocesano da Pastoral da Saúde, Padre Cícero Lenisvaldo, representando o Arcebispo de Maceió Dom Antônio Muniz; o Vigário-Geral da Arquidiocese, Mons. José Augusto; o provedor da Santa Casa, médico Humberto Maia; o missionário Claretiano, Padre João Batista; médicos de diversas especialidades e acadêmicos do Curso de Medicina.

Durante o encontro foi lançada a proposta para a fundação da Associação dos Médicos Católicos de Alagoas. Até o momento cerca de 140 médicos já sinalizaram positivamente para serem membros. A formalização precisa da autorização do Arcebispo Dom Antônio Muniz, conforme explicou um dos articuladores do encontro e membro do Cremal, médico infectologista Fernando Maia.

"Aguardamos agora a decisão de Dom Antônio Muniz para que a entidade seja devidamente criada. Este primeiro encontro foi propício para fortalecer nosso trabalho na dimensão da fé visando oferecer o melhor aos nossos pacientes”, destacou Fernando.

Conversão
Dentre os temas abordados no encontro, um norteou todas as demais discussões que foi a conversão do trabalho em oração na perspectiva de fazer o melhor e da forma correta.
Padre Cícero Lenisvaldo, que também é o capelão da Santa Casa de Misericórdia, fez uma reflexão sobre o médico católico e seu trabalho numa analogia ao mandamento “Amai ao teu próximo como a ti mesmo”.

“Se o médico faz essa oferta a Jesus Cristo, ele transforma o ambiente dele num ‘pedacinho do céu’, descreveu Padre Cícero. Um dos campos de ação do capelão, no âmbito da saúde, é a confissão nos hospitais, que na opinião do sacerdote é momento de cura.

"A gente percebe que muitas pessoas enfermas trazem, em sua enfermidade, toda uma história, seja de conflito, seja de pecado, de uma crise de consciência, e na dimensão sacramental do serviço católico a confissão torna-se uma experiência de cura e libertação para essas pessoas”.

Transcendência
A transcendência em medicina foi um dos temas do encontro que teve como mediadora a médica infectologista Célia Pedrosa, que abordou o assunto dentro da perspectiva da humanização do trabalho.

"A pessoa que vê o transcendente, vê Deus. No atendimento às pessoas, quando o médico tem essa noção, ofertará um atendimento humanista, mudará seu comportamento seguindo o que Deus espera dele”, ressaltou Célia.
Prestes a se formar, a estudante Camila Ataíde refletiu sobre esse olhar humanizado no trabalho médico. “Na minha condição, como estudante, devo estudar com afinco, não ‘pescar’ durante as provas, pois, também são modos de santificação”.

A discussão sobre a transcendência facultou a palavra aos médicos, que também deram testemunhos de fé com a narração de milagres pelos quais passaram.
Unção

Responsável pela unção dos enfermos de pacientes do Hospital Geral do Estado (HGE) e do Hospital Dr. Hévio Auto (HDT), Padre João Batista está fora dos padrões comuns dos sacerdotes. Era empresário e tinha 47 anos quando recebeu o chamado de Deus. Nascido em Minas Gerais, tornou-se um missionário Claretiano, dedicando atenção especial aos doentes.

"O sacramento da unção dos enfermos vem de Jesus e está previsto na Carta de São Tiago. A unção é um alívio para o enfermo. Nós oramos a Deus para que Ele envie cura, envie esperança para o doente e seus familiares”, esclareceu Padre João Batista, ao desmistificar a sensação dolorosa que o termo “extrema” despertava nas pessoas e que por isso foi abolido, ficando apenas unção.

Padre Luciano Duarte, Reitor do Seminário Menor São João XXIII, em Marechal Deodoro, falou sobre espiritualidade como “estilo de ver o mundo”, além da visão institucional religiosa.
“Toda espiritualidade requer fé e isto gera um sentido para a existência. Embora no mundo de hoje se negue a Deus, nunca se buscou tanto a espiritualidade. Nossa doutrina católica oferece um caminho espiritual que nos fortalece diante das questões da vida”, aludiu Padre Luciano.

O Primeiro Encontro de Médicos Católicos foi encerrado com a celebração da Santa Missa, presidida por Padre Cícero Lenisvaldo. Novos encontros com médicos católicos já estão sendo articulados para ocorrerem ao menos a cada dois meses.

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