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06/10/2017 17h01

O sopro benfazejo chamado Francisco

Este artigo relata a alegria de um leigo ao ser respondido pela assessoria do Santo Padre, Papa Francisco

Prof. Alexandre Ribeiro Emiliano

Em novembro de 2015 escrevi uma carta direcionada ao líder da Igreja Católica, o Papa Francisco. Naquele momento, estava passando por um período de grande turbulência, angústia e tristeza, ocasionadas por questões pessoais que não convém revelar. Meses depois, para minha surpresa e alegria, chegou a resposta do Vaticano, assinada pelo assessor do Papa, Monsenhor Paolo Borgia. Fui tomado por uma imensa alegria, não só pelo fato de ter recebido uma resposta, mas porque me senti ouvido pelo próprio Papa Francisco. Quase um ano depois, em junho deste ano, resolvi escrever outra carta agradecendo a gentileza e a atenção dispensadas a mim pelo Sumo Pontífice. Três meses depois, em agosto deste ano, recebo outra carta assinada pelo mesmo Monsenhor Paolo Borgia, dizendo que o Papa havia recebido minha carta, que agradecia e que rezava por mim. Alegria novamente!

Para qualquer católico, a figura do Papa é muito importante. Vemos nele o representante de Cristo, aquele que recebeu a missão de apascentar as ovelhas do Senhor. Quando respondeu pela segunda vez minha carta, ainda que através de seu assessor, o Papa Francisco mostrou-se pastor atento e zeloso, que escutar as suas ovelhas. Acredito que, assim como São Francisco de Assis fez em seu tempo, o Papa Francisco reconstrói a Igreja, cuidando dos pobres, humildes e marginalizados. Francisco não é Papa de gabinete, ele quer estar junto às suas ovelhas, sentir seu cheiro, adentrar às periferias, prisões, quebrar protocolos, apontar o amor.

Quando esteve no Brasil em 2013 na Jornada Mundial da Juventude, primeira viagem internacional de seu Pontificado, o Papa Francisco deixou claro que não trazia nem ouro nem prata, mas que oferecia o que há de mais valioso, Cristo Jesus. Como seu mensageiro, ele bateu educadamente à porta dos corações dos brasileiros, pediu licença e ficou entre nós por alguns dias.

Francisco é o Papa da descentralização, da inclusão social, da paz e do diálogo. Ele prega a Alegria do Evangelho e mostra que Deus é misericórdia acima de tudo, e que sempre está disposto a nos acolher, como o Pai da “Parábola do Filho Pródigo”. A Igreja que ele quer, é uma Igreja que está sempre com as portas abertas e que vai em direção aos outros para chegar às periferias humanas.

Em sua exortação apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), Sua Santidade aponta alguns desafios do mundo atual e clama: “não à uma economia da exclusão”, que descarta, exclui e explora os que menos ou nada têm; “ não à nova idolatria do dinheiro”, pois a ambição do poder e do ter não tem limites; “não à desigualdade social”, que gera miséria e pobreza extremas. No mesmo texto, O Papa Francisco defende “uma educação que ensine a pensar criticamente e ofereça um caminho de amadurecimento nos valores” (Evangelii Gaudium, p. 57). O Papa também defende que a família é “o espaço onde se aprende a conviver na diferença e a pertencer aos outros (...)”.

Conviver com a diferença é o que o Papa mais tem feito, dando ele mesmo o exemplo. Num mundo onde o ódio, o rancor, a ganância e a falta de sensibilidade imperam, o Papa Francisco surge como o perfume benfazejo e nos faz acreditar que viver a mensagem de Cristo é possível. Olhando para ele, lembramos que o “Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso”, e que àqueles que se propõe a viver em seu amor, não encontram base no Evangelho de Jesus para discurso fundamentalistas e excludentes. O Papa Francisco nos lembra que, embora haja compreensões diferentes, somos todos filhos do mesmo Pai.

Que a abundância dos favores de Deus e a Bênção Apostólica a mim concedidas pelo Santo Padre estendam-se a todos e a todas! Que sejamos mais tolerantes sob todos os aspectos! Que assim seja! Amém!

 

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