Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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21/07/2013 01h46

O braço samaritano da Arquidiocese vai à Jornada Mundial da Juventude

Ônibus partiu na tarde deste sábado (20) direto do Ginásio do Sesi

Marcos Filipe Sousa/ O Semeador
Irmã Vera estará no ônibus junto com o grupo

Durante uma sessão públicana Assembleia Legislativa em Março deste ano que discutiu aCampanha  da  Fraternidade2013, o arcebispo de Maceió,Dom Antonio Muniz, anunciou que um grupo com jovens de movimentos  sociais  emoradores de rua iria para à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro.

Após a decisão, começou um verdadeiro trabalho de equipe para a organização do grupo. Uma das responsáveis para a missão  foi  Irmã  Vera, responsável pelo Juvenópolis. “Foi  uma  idéia  iluminada.
Quando se fala de um evento como  esse a empolgação é grande.  Organizam  campanhas  para  arrecadar dinheiro, formar grupos. Mas
ninguém nunca se preocupou com a base, com o fraco com os jovens que moram na rua ou dependentes  químicos”, relatou.

Ela disse que para um evento como a JMJ um jovem está gastando  aproximadamente R$ 1.500. “Como um grupo vulnerável  como  esse  teria
condições de ir”.  Irmã  Vera disse que o primeiro trabalho foi  conscientizar  as pessoaspara colaborar. “Nas missas da Catedral, o arcebispo tocava
no  assunto.  Por  que  isso? Porque as pessoas poderiam achar  desnecessário  tal objetivo. Mas é preciso olhar a criatura, o filho de Deus e não se  restringir  a  idéia  do dependente,  do  ladrão,  do desocupado”.

Para ela, este serviço dos jovens que irão para a JMJ é ser uma Igreja Samaritana “pé no chão”:  “Pode  chegar  uma pessoa  pedindo  na  sua
paróquia  e  você  corre rapidamente  na  sacristia, entrega uma cesta básica para que ela vá embora, como um cala boca”.

O  principal  objetivo  do trabalho  é  humanizar  o cidadão.  “É  um  trabalho
místico e de resgate. Quando essas  pessoas  teriam  aoportunidade de ir a tal lugar? Muitos  não  entram  numa Igreja”, colocou.

A irmã revelou que o grupo já  está  se  preparando, guardando  as  melhores roupas,  lavando  e concertando os sapatos. “Eu fico com vergonha, porque eu não arrumei  nada  para  a viagem, já eles estão ansiosos e se preparando com muito zelo e carinho”, disse.

O outro lado da preparação são as questões financeiras. “É uma coragem financeira. Vamos  atravessar  três estados em um ônibus”.  Ela revelou que só as inscrições custaram  R$  32  mil e  o dinheiro foi conseguido com a
ajuda de pessoas próximas e das  paróquias  da  Arquidiocese. “Enquanto os céus estarão cheios com os aviões de toda parte do Brasil e do
Mundo, estaremos por terra levando este grupo”.

“É uma loucura, mas não do homem, mas da Fé com a ajuda do Espírito Santo”, foi assim que Irmã Vera definiu o trabalho  realizado.  “Da
mesma forma que os grupos das  paróquias  estão organizando sua caravana de jovens, nós também  iremos para mostrar o outro lado, o
braço samaritano.  Provando que tudo é possível”.

Um pedaço do rosto samaritano

Luiz Edvaldo de 27 anos é um dos moradores de rua que irá  viajar com o grupo.  Ele fugiu  da casa  da irmã,  no bairro do Joaquim Leão, em
Maceió, devido a problemas familiares  e já  está há dois anos vagando pelas ruas do Centro.

Como  o  jovem  já  era assistido  pela  Casa  de Ranquines,  o  convite  foi
imediato.  “Fiquei  surpreso. Nunca  iria  imaginar  que morando  na  rua,  teria  a oportunidade  de ir  à JMJ e participar  de  todas  essas coisas”,  revelou  o  jovem contando  que seu  sonho  é chegar  perto  do  Papa
Francisco:  “Queria  chegar perto  dele  e  pedir  a  sua bênção”.

Suas expectativas para a JMJ são grandes, ele quer ter a oportunidade  de  conhecer outros  jovens.  “Quero conhecer  outros  trabalhos sociais da Igreja e ver que não estou sozinho”, colocou.

Ele ainda revelou que tem vagas lembranças da visita de João Paulo II em Maceió no ano de  1992:  “Lembro-me  da movimentação no dia e agora
terei a oportunidade ver outro. E  dessa  vez,  o  Papa  dos Pobres”.

Quando voltar da JMJ, Luiz Edvaldo  espera  retornar renovado. “Quero estar mais próximo de Deus e dos meus irmãos”, finalizou.

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