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Pe. Valmir Galdino - Espiritualidade

13/12/2012 19h12

Creio na Vida Eterna

O que celebramos no dia de “finados” não é, de modo algum, a morte, mas a certeza da vida, vida eterna.

 Neste mês, particularmente no dia 02 de novembro, a Igreja celebra a comemoração dos fiéis defuntos. Ela, a Igreja, reza por todos aqueles que partiram deste mundo, para um outro mundo, o mundo divino, o céu.

Reza pelos mortos, por aqueles que passaram por esta vida, que sofreram as nossas mesmas dificuldades. Reza por aqueles que amargaram tempos difíceis. Reza por aqueles que, muitas vezes, foram espremidos pelas angústias do cotidiano. Reza por aqueles que foram maltratados, pisados e machucados pelo egoísmo do mundo.

Ao rezar pelos mortos, a Igreja manifesta sua fé na misericórdia divina que, como cantou a Virgem Maria, “se estende de geração em geração” (Lc 1,50). Manifesta a sua fé no Deus único e verdadeiro, cheio de bondade e muitíssimo rico em compaixão.

Ao rezar pelos mortos, a Igreja pede, suplicando, que a misericórdia do Senhor, alcance, sem demora, todos os homens e mulheres que nesta terra fraquejaram, foram pedra de tropeço para muitos, machucaram e fizeram sofrer, marcaram sua vida sendo avessos, em diversos momentos, à lei de Deus. Não impregnaram, também muitas vezes, suas vidas do amor, daquele amor doação e serviçal pregado por Jesus.

Ao rezar pelos mortos, a Igreja implora, para todos aqueles que deste mundo partiram, o perdão dos pecados, o repouso santo e eterno. Implora o céu para eles, a vida plena junto de Deus: “Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4,16).

Ao rezar pelos mortos, a Igreja manifesta sua fé na ressurreição da carne. “‘A ressurreição da carne’ significa que após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos ‘corpos mortais’ readquirirão vida” (CIC, n. 990). Por isso que somos instruídos, pela mesma Igreja, a ir ao cemitério e lá rezar pelos mortos, por todos que ali foram sepultados.

Devemos ir sempre ao cemitério, na há nenhum problema nisso e nem é idolatria, não é pecado. Devemos ir ao cemitério limpar as sepulturas dos nossos entes queridos, orná-las com flores, acender vê-las e rezar muito por aqueles ali sepultados um dia. No passado, os primeiros cristãos aprenderam com Tertuliano: “a confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos cristãos”.

Tudo isso porque cremos na ressurreição da carne. Cremos que os ali sepultados ressuscitarão para vida, em corpo e alma, semelhante a Jesus. Daí salientar São Paulo: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará vida também aos vossos corpos mortais, mediante o seu Espírito que habita em vós” (Rm 8,11).

Logo, tem sentido a nossa fé na ressurreição da carne. O que celebramos no dia de “finados” não é, de modo algum, a morte, mas a certeza da vida, vida eterna. Assim nos ensina o Catecismo: “Para ressuscitar com Cristo é preciso morrer com Cristo, é preciso ‘deixar a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor’. Nesta ‘partida’ que é a morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida a seu corpo no dia da ressurreição dos mortos” (1005).

Portanto, incultamos no coração as palavra rezadas no prefácio da missa dos fieis defuntos: “Nele brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”.

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