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Pe. Everaldo - Direito Canônico

06/05/2014 16h08

A Inveja é um pecado dos fracassados

A Inveja

A Inveja é um pecado dos fracassados Pe. José Everaldo A Inveja é uma palavra proveniente do latim invidia, significa o desejo de obter algo que outra pessoa possui e que não conseguimos ter. A inveja é a expressão de um coração fracassado que não conseguiu obter a realização de suas vontades e, muitas vezes a nossa vontade não é a Vontade de Deus. Quando o invejoso vê alguém próximo a ele crescer, ou obter algo que sempre desejou com sua ambição algumas reações são muito comuns: tristeza, depressão, ódio sentimento de destruição de si próprio e do outro que obteve o bem, material ou espiritual, ambicionado. De acordo com o psicoterapeuta e escritor espanhol José Luis Cano, a inveja nada mais é do que “um fenômeno psicológico muito comum que causa um grande sofrimento para muitas pessoas, tanto para os invejosos como para suas vítimas. Ela pode ser explícita e transparente, ou formar parte da psicodinâmica de alguns sintomas neuróticos. Em todos os casos, a inveja é um sentimento de frustração insuportável perante algum bem de outra pessoa, causando o desejo inconsciente de danificá-lo”. Já vi pessoas com este sentimento aplaudirem quando o outro que estava numa situação confortável de repente desmorona e cai na desgraça. É importante afirmar que um indivíduo invejoso é um ser insatisfeito, seja por imaturidade, repressão, frustração, etc. No geral, essas pessoas sentem, consciente ou inconscientemente, muito rancor contra outros que possuem algo que elas também desejam, mas que não podem obter ou não querem sacrificar-se para conseguir (beleza, dinheiro, sucesso, poder, liberdade, amor, personalidade, experiência, felicidade etc). É por isso que o invejoso, ao invés de aceitar suas carências ou perceber seus desejos e capacidades e assim desenvolvê-los, odeia e deseja destruir todas as pessoas que, como um espelho, lembrem-no da sua privação. “Na escala individual”, a inveja costuma ser parte de muitos transtornos psicológicos e de personalidade. Em outras palavras, a inveja é a raiva vingativaa do impotente que, em vez de lutar por seus anseios, prefere eliminar a concorrência. Este pecado está presente na Igreja. Já vi muitos candidatos ao Episcopado não chegarem a este ministério porque outros, movidos por satânica inveja inventam mentiras e espalham boatos para denegrir a boa imagem de alguém que poderia ser um bom bispo fazendo o bem à Igreja e ao Evangelho. No catolicismo a inveja é considerada como um dos sete pecados capitais, uma vez que ela constitui a fonte de outros pecados. O invejoso deseja ter algo que o outro possui, sem se importar em prejudicar a outra pessoa, para obter esse bem. Para o cristianismo, esse sentimento baixo e ignóbil é inaceitável, já que cria uma situação que causa infelicidade e dor para o outro indivíduo e para toda uma gama de pessoas. O poeta italiano Dante Alighieri, na sua obra o Purgatório, o segundo dos três cantos da Divina Comédia, define a inveja como “amor pelos próprios bens pervertido ao desejo de privar a outros dos seus”. O castigo para os invejosos era ter seus olhos fechados e costurados com arame, para que eles não vissem a luz (porque haviam tido prazer em ver os outros sofrerem). A Escrituraa nos diz que devemos ter um tipo de amor tão perfeito quanto o que Deus tem por nós. “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal” (1Cor 13,4-5). Quando endurecemos nossos corações para a verdade, não podemos nos voltar a Jesus e deixar que Ele nos cure (Mt 13,15). Quando deixamos que o Espírito Santo nos controle, Ele vai produzir em nós o fruto do equilíbro, a saber, amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5,22-23). São Tiago no 3,15 de sua epístola diz: “Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica”. Para combater o sentimento de inveja, precisamos nos tornar mais como Jesus e menos como nós mesmos. Podemos fazer isso ao estabelecer um relacionamento pessoal com Deus. À medida que aprendemos a servir a outras pessoas ao invés de nós mesmos, nossos corações começam a mudar. “Não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12,2).
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