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Pe. Everaldo - Direito Canônico

28/02/2014 19h13

Por que a Igreja Católica deve ter um Banco?

Banco do Vaticano

Por que a Igreja Católica precisa de um Banco? Depois dos últimos escândalos financeiros do Vaticano e da reviravolta que o papa Francisco fez na administração financeira fui indagado por vários leigos: Por que a Igreja Católica precisa de um banco? É o que procurarei responder nesse artigo. O Banco do Vaticano oficialmente é chamado de “Instituto para as Obras de Religião” (em italiano Istituto per le Opere di Religione). Ele é uma instituição financeira oficial ligada a Santa Sé e sua sede está na cidade do Vaticano. Foi criado na Segunda Guerra Mundial para gerir as doações financeiras da Santa Sé e facilmente remeter recursos para áreas de conflito no mundo. A Igreja ficou praticamente isolada do mundo na II grande guerra, em muitos lugares seus bens foram confiscados. Para proteger os bens necessários para a subsistência da Igreja e ajudar comunidades violentadas pelo horror da guerra, foi pensando numa instituição autônoma dos países do mundo, com a finalidade de sustentar o Vaticano e os trabalhos de missão tão necessários à Igreja. Hoje além de manter a Santa Sé, esta instituição tem a finalidade de ajudar ao santo Padre remeter recursos para projetos essenciais de missão da Igreja no mundo. Qualquer pessoa pode abrir uma conta no instituto em qualquer moeda e retirar esse recurso caso assim queira. Para estimular os depósitos, o Instituto oferece uma pequena retribuição de juros anuais para os correntistas. Com esses depósitos o santo Padre administra o patrimônio do Vaticano e ajuda esses projetos de missão. Somente os cardeais e os Papas podem ter cheques no Instituto, absolutamente mais ninguém e o dinheiro não poder ser sacado em nenhuma parte do mundo, apenas no próprio Instituto. Sustentar um patrimônio como do vaticano é extremamente dispendioso: há muitos funcionários, há um exército (guarda Suíça para manter), há museus, uma biblioteca, rádio, televisão, editoras, lojas, Universidades, casas de retiro, manutenção física dos prédios etc. Para gerir isso é sumamente necessário o Instituto. É notório que o Vaticano gasta muito mais que arrecada. Muitos grupos ilegais viram um caminho propício para a lavagem de dinheiro e a criação de um caminho oficial para um meio escuso. Infelizmente, muitos clérigos se envolveram com esses grupos e foram a ponte que abriram as portas desta instituição, que num todo é absolutamente legítima. A instituição é presidida por um diretor executivo ligado a um comitê de cardeais, escolhido pelo prórpio Papa. Dentro do Vaticano o Papa é considerado o Monarca supremo. É ele que escolhe um prefeito do Vaticano e o gestor do Instituto para as obres de Religião. O Papa pode cassar o mandato quanto e como quiser. É absolutamente normal uma instituição como essa diante do descumunal tamanho da Igreja Católica e o Status que a Igreja tem no mundo de Pessoa Jurídica Internancional. O que não é são os grupos ilegais que usavam do Instituto para lavar recursos escusos. Porém, o Papa Francisco vem tomando decisões que estão moralizando a Instituição e levando-a a ter um reto uso eclesial. É lógico que por ser uma Instituição Européia está ligada OEE (Organização dos Estados Europeus) e está sob a vigilância desta entidade. Radix Malorum est Cupiditas (A Raiz de todo mal é a ganância), que o Papa Francisco construa com seu ministério uma Igreja que seja desprovida da ambição e marcada pelo desapego aos tesouros deste mundo.
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