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Pe. Everaldo - Direito Canônico

03/02/2014 10h24

O Pecado do Carreirismo na Igreja Católica

Carreirismo eclesiástico

Uma das tentações mais graves sofridas por Jesus em seu ministério público foi o da ganância do Poder. “Satanás transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele servirás (Dt 6,13)” (cf. Mt 4,8-10). Um dos pecados mais graves vividos pela Igreja hoje e, que o Papa Francisco corajosamente vem denunciando, é o carreirismo eclesiástico. Carreirismo eclesiástico vem de carreira, ambição aos postos mais elevados da Igreja. O papa Francisco chama de carreirismo eclesiástico, a ganância para ser bispo, para ser arcebispo, para ser cardeal, ou para ter boas paróquias, para ter dioceses importantes etc. Na reunião que o Papa Francisco fez com os bispos na JMJ 2013, ano passado, disse que os Bispos pecam gravemente quando buscam as mais importantes e maiores dioceses e para conseguir esse objetivo fazem manobras de todo o tipo, bajulações, troca de benefícios e o mais vergonhoso é o jogo sujo do denuncismo, levantando boatos para destruir a boa fama de alguém. É escandaloso ver que este tipo de pecado está presente do meio do clero, mas é a dura e crua realidade. É triste ver que há muitos padres e bispos que não tem a menor vocação para o serviço. Muitos chegaram ao ministério usando as manobras acima elencadas. Tais pessoas sofrem por se frustrarem, já que o ministério não é um mar de rosas. O pior é que fazem outros sofrer com ações que não são inspiradas por Deus, mas por sua visão doentia e megalomaníaca. Megalomaníaca sim, pois constroem um projeto para si e não para os outros. Incapazes de ouvir os outros são homens da imposição de suas vontades, pessoas que só veem o cisco no olho dos outros e não percebem a trave que existe nos seus próprios olhos. Isso presenciamos lá no Vaticano, no episcopado e em muitos presbitérios de muitas dioceses espalhadas pelo mundo. Um dos conselhos mais fortes que Jesus deu aos seus discípulos foi o seguinte: “Quem quiser ser o maior seja o servo de todos” (cf. Mc 10,42s). O Serviço é doar-se ao irmão, dedicar-se aos pobres e sofredores sem a ânsia de poder e de glórias humanas. Certa vez santa Teresa de Jesus foi procurada para aconselhamento espiritual por um sacerdote que há pouco fora eleito para o episcopado. A santa prontamente o atendeu e, entre os conselhos dados, disse-lhe o seguinte: “Reverendo Padre, se tu alguma vez desejaste o episcopado e fizeste por onde alcançá-lo: não aceite a nomeação. Se desejaste o episcopado e não fizeste por onde para alcançá-lo: talvez aceite. Se, porém, nunca desejaste o episcopado e nunca fizeste por onde: aceite a nomeação”. As palavras de Teresa de Jesus traduzem perfeitamente como alguém deve agir diante de uma promoção. A vocação sacerdotal deve proceder de Deus. As virtudes e aptidões que figuram – o que muitas vezes não acontece – no candidato eleito para o episcopado, por exemplo, devem ser sinceras e não resultado de uma personalidade forjada para atingir o que sempre desejou. Também na Igreja sempre houve casos de pessoas, envenenadas por ganancia do poder, que fazem de tudo para conseguir ascender a elevados cargos. Alguns já sonham desde o tempo de seminário: imaginam tudo como se o primeiro ônus a lhe ser dado pelo bispo diocesano, após sua ordenação presbiteral, seja o de pároco numa paróquia que lhe ofereça todas as possibilidades de realização de seus sonhos. Também há os que sonham – ainda apenas dentro do âmbito diocesano – assumir alguma função na área administrativa/burocrática, ou um lugar no Colégio de Consultores ou no Conselho Presbiteral. É preciso rezar a Deus para nos dar um ânimo vital de conversão. Deus ajude o Papa Francisco, com sua voz profética, para que surja uma nova Igreja que seja solidária e amante do serviço.
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