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Pe. Everaldo - Direito Canônico

10/11/2013 14h23

Escolha do tema da próxima JMJ

Cristianismo e Violência

Neste último dia 07 de novembro foi divulgado o próximo tema da JMJ 2016 (Jornada Mundial da Juventude) que será na cidade de Cracóvia na Polônia: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia". Tem previsão para acontecer no mês de julho de 2016. O tema da violência e da guerra é algo que vem sido debatido longamente em vários foros de discussão espalhados pelo mundo. Casos como o aumento da violência no mundo, principalmente contra mulheres e crianças, o índice crescente de suicídios entre os Jovens, o elevadíssimo nível de drogo dependentes e o terrível genocídio que ocorre na Síria sofrendo com uma guerra sem sentido pela busca desesperada pelo poder deixam perplexos o mundo moderno. Foi este último fato elencado que levou uma convocação do Papa de toda a Igreja para uma hora de oração eucarística defronte a Jesus Sacramentado. É um tema crucial para a Igreja, já que as maiores vítimas são os jovens e idosos. Por isso, Sua Santidade propõe esta reflexão diante de uma tremenda onda de violência e derramamento de sangue inocente no mundo moderno. No Brasil e na América Latina, como um todo, esta taxa cresce cada vez mais, são os piores índices de violência do mundo, segundo Relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Confirmado pelo pesquisador e sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfiz na nova edição do Mapa da Violência, editado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e o Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (Cebela). A violência é chamada de “epidemia” no Brasil. As elevadas taxas de homicídio, segundo o coordenador do estudo, mostram uma triste realidade: o Brasil e os países da América Latina são sociedades violentas. Segundo o pesquisador, o crescimento dos dados guarda ao menos uma boa notícia: a melhora da cobertura médica legal. “Dados da OMS [Organização Mundial da Saúde] dão conta de que tínhamos, até os anos 90, algo em torno de 20% de óbitos que não eram registrados. Os corpos desapareciam, algumas vezes em cemitérios clandestinos. Hoje a estimativa é de um recuo neste índice, para 10%”. Só no Caribe, a taxa é de 30 mortes por assassinato a cada 100 mil pessoas, enquanto na América do Sul o índice cai para 26 e na América Central, para 22. Na Europa, a média é de 8,9 mortes violentas a cada 100 mil habitantes. Os números diminuem na região do Sudeste Asiático, cuja taxa é de 5,8 homicídios, e nos países do Pacífico Ocidental, que registram um índice de 3,4 mortes. Em geral, os assassinatos atingem principalmente pessoas de baixa renda, diz o estudo. Os números nas Américas preocupam ainda mais quando se observa que entre os mortos, em geral, estão jovens de 15 anos a 29 anos de idade. Nos países latino-americanos, as mortes violentas envolvem principalmente jovens, do sexo masculino e de baixa renda. Mas há registros de aumento do número de assassinatos contra crianças e adolescentes. O alvo principal são os jovens que vivem em centros urbanos. A violência envolvendo adolescentes e jovens tem uma ligação direta com a falta de emprego, educação, além dos baixos padrões de moradia. Segundo eles, as reaçõeestimativa é de que o custo da violência varie de 2% a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) desses países. O estudo não menciona especificamente as nações, apenas as regiões. Para a OEA, os números negativos registrados nas Américas se devem a uma junção de fatores. As conclusões são de que a maioria dos países da região ainda sofre as consequências de longos períodos de governos ditatoriais, que davam menor importância aos temas relacionados a direitos humanos. Além disso, muitas nações não dispõem de forças de segurança adequadas nem aplicam ações eficientes para combater a violência. As análises estão no Relatório sobre a Segurança Cidadã e Direitos Humanos. O documento foi elaborado em uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Escritório das Nações Unidas do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH). No documento, há uma série de críticas às políticas públicas adotadas por vários países. Segundo o relatório, as políticas públicas “têm se mostrado ineficazes”. Têm-se adotado sanções muito rígidas, menos garantias processuais e há casos de adolescentes que são julgados como se fossem adultos em meio a suspeitas de infrações. De acordo com a comissão, os países que pertencem à OEA “têm a obrigação de proteger e assegurar o exercício dos direitos humanos”. “Os governos autoritários e ditaduras militares que atuaram no hemisfério durante as últimas décadas, a despeito das obrigações internacionais de respeitar os direitos humanos, deixou como legado um ciclo permanente de violência”, diz um trecho do documento. “Com esse panorama, a comissão observa que os Estados vão ter sérias dificuldades de encontrar soluções eficazes para esses problemas”. Creio que o tema escolhido pelo Papa é oportuno, principalmente porque aqui em Alagoas há o índice crescente da violência Urbana e as estratégias buscada pelo nosso governo são astonomicamente ineficazes.
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