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Dom Edvaldo - Atualidades da Igreja

Os bispos com a juventude Postado em 09 de Novembro de 2013 às 16:30
"Ide, sem medo, para servir!"

Precioso legado nos deixou o Santo Padre o Papa Francisco quando, na recente Jornada Mundial da Juventude no Rio, conclamou a Igreja a ter especial atenção para com os idosos e a juventude. Ele dizia: “as pontas extremas da existência humana...”
Atentos a essa recomendação do Pontífice e como um dos frutos para a nossa região da Jornada da Juventude, os bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB (RN¸PB,PE e AL) dedicaram sua Assembléia Regional ao tema:”Evangelização da Juventude”, tomando por lema a frase bíblica “Ide e fazei discípulos meus todos os povos” (Evangelho de Mateus, 28,19).
Foram três dias de trabalhos, precedidos do encontro fraterno e particular dos bispos do nordeste, no convento de Ipuarana, Lagoa Seca, diocese de Campina Grande. Excelente assessoria foi o serviço prestado aos bispos, assessores da juventude e jovens, pelo bispo Dom Eduardo Pinheiro da Silva, salesiano, presidente da Comissão de pastoral da juventude da CNBB. Duas publicações da CNBB orientaram os trabalhos, conduzidos por Dom Eduardo: o estudo “Pastoral Juvenil no Brasil – identidade e horizontes”; e o documento nº 85: “Evangelização da juventude”.
Através dos resultados dos trabalhos realizados pelos grupos de cada diocese e apresentados no último dia, ficou evidente a necessidade de uma comissão para pensar a formação de assessores da pastoral juvenil em âmbito regional. Todas as dioceses acentuaram a necessidade de formação dos assessores da juventude. Uma diocese sugeriu a redação de um subsídio em três eixos: VER – a realidade juvenil nos seus aspectos humano-afetivos e de liderança; ILUMINAR – com a Palavra de Deus na Bíblia e no Magistério da Igreja; AGIR, atendendo à realidade do jovem nordestino, seus anseios e necessidades.
Outra carência notável que foi diagnosticada em nosso regional pela Assembléia é a referente à pastoral universitária. Não temos pessoas habilitadas para esse trabalho, não temos formação de autênticos líderes cristãos, que por certo saem das universidades, enfim não temos uma autêntica e vigorosa pastoral universitária, apesar dos merecidos esforços de vários movimentos de formarem uma Nova Universidade, que será a Universidade onde Cristo reine soberano e os princípios da ética cristã sejam vividos e respeitados.
Que a palavra ardente e fervorosa do bispo de Roma ecoe no coração e na vida de nossos Jovens: ”Ide, sem medo, para servir!”

 

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O IOR é necessário ou dispensável? Postado em 19 de Julho de 2013 às 14:00
A sigla IOR quer dizer “Instituto para as Obras de Religião”

Em primeiro lugar, vejamos sua origem histórica e finalidade. A sigla IOR quer dizer “Instituto para as Obras de Religião”. Não confundir com o Banco Ambrosiano, de Milão, com o qual o IOR infelizmente andou se envolvendo em operações pouco limpas nos tempos do arcebispo Marcinkus, organizador e espécie de chefe da segurança das viagens do Papa João Paulo II e, por isso, mundialmente conhecido. O IOR foi criado em 27 de junho de 1942, absorvendo a “Administração das Obras de Religião”, que havia sido instituída por Leão XIII em 1887. Foi reformado ainda pelo Beato João Paulo II em 1º de março de 1990. Sua finalidade é prover à guarda e administração dos bens móveis e imóveis, destinados às obras de religião ou de caridade em toda a Igreja. Ele é controlado por uma comissão de cinco cardeais, presidida pelo Secretário de Estado, mas tem presidência própria.
Em uma missa celebrada na Domus Sanctae Marthae, disse o Papa Francisco: “Estão aqui alguns do IOR e que eles me desculpem, hein, mas devo dizer que tudo é necessário, mas até um certo ponto. A Igreja não é uma ONG (organização não-governamental) mas é uma história de amor. Por isso, o IOR como os outros organismos vaticanos são necessários como ajuda a essa história de amor. Quando a organização toma o primeiro lugar e desaparece o amor, a Igreja, pobrezinha, torna-se uma ONG, isto é, vira uma burocracia e perde sua principal característica, que é o amor.” Em 24 de junho, o Papa havia criado uma comissão de inquérito, presidida pelo Cardeal Rafael Farina, salesiano, mais o Card. Jean Louis Touran, já membro da comissão anterior do IOR, Don Juan Ignacio Arrieta, jurista, do Opus Dei, Mons. Peter Bryan e a Profª Mary Ann Glendon. Esta comissão foi recebida pelo Papa em 10 de julho, juntamente com o presidente do banco, Dr. Ernest Von Freyberg, nomeado ainda por Bento XVI em 15 de fevereiro deste ano, pouco antes de sua renúncia.
Em longa entrevista ao l´Osservatore Romano, Dr. Freyberg definiu o IOR como um serviço à Igreja no mundo. E especificou que o banco do Vaticano, em favor das dioceses, congregações e instituições católicas, tem 19.000 clientes em todo o mundo e gerencia cerca de sete bilhões de euros. “Esses fundos – esclareceu o presidente do IOR – são postos inteiramente a serviço da Igreja Católica e usados para hospitais, clínicas, missões e escolas nas regiões pobres. Seu propósito é garantir o sistema interno de uma instituição financeira de alto nível, com tolerância zero às atividades ilegais.” Finalizou afirmando com ênfase: “Nossos clientes não querem que o IOR feche; não desejam dirigir-se a outras instituições financeiras. Nosso maior desafio atual é eliminar todas as sombras e deixar resplandecer o Evangelho.”
O diretor do IOR Paolo Cipriani e seu vice Massimo Tulli pediram demissão em 1º de julho e suas funções foram assumidas interinamente pelo próprio Presidente Von Freiberg.
O Mons. Nunzio Scarano foi detido pelas autoridades policiais, quando tentava levar para o território italiano milhões de euros em avião particular, para não os declarar na alfândega. O Vaticano congelou seus ativos.
“Não creio que a Igreja possa não ter uma organização administrativa, que torne fatível sua missão” – afirmou o cardeal de São Paulo em entrevista ao jornal romano “Il Messaggero”. E continuou: “O IOR não é um banco, mas é um instituto com finalidades específicas de serviço. A questão não está tanto em possuir meios, mas na forma como são geridos: Decoro, honestidade, transparência, serviço”.
Acho que nesses quatro termos do Card. Scherer estão resumidas a razão de ser e a forma de operar do banco do Vaticano, o agora combatido IOR.
 

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SANTO – é propaganda? Postado em 19 de Julho de 2013 às 13:56
...modelos de santidade a serem apresentados para estímulo e imitação do Povo de Deus

Após as recentes beatificações e canonizações de santos brasileiros – e já era tempo para isso – está havendo verdadeira onda de dioceses e congregações religiosas, querendo a todo custo a beatificação de seus bispos e fundadores. É ótimo como modelos de santidade a serem apresentados para estímulo e imitação do Povo de Deus. Mas, agora vem a pergunta: “E basta a propaganda?”
Em primeiro lugar, a Igreja faz exame minucioso de todos os livros, escritos e pronunciamentos do candidato à honra dos altares. Diante de um tribunal, especialmente criado na diocese, testemunhas, cuidadosamente selecionadas, atestam sob juramento que o servo de Deus – assim é o nome jurídico que ele assume ao iniciar-se a causa – praticou em grau heroico as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, e as chamadas virtudes cardeais, prudência, justiça, fortaleza e temperança. Tal processo, uma vez concluído favoravelmente, é remetido a Roma, onde uma Congregação específica, a Congregação para as Causas dos Santos, conforme as normas da Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister de 1983, reexamina todo o processo diocesano. Com o feliz encerramento do processo apostólico, o Servo de Deus recebe o título de Venerável. Passa-se então ao exame dos milagres obtidos por sua intercessão. São geralmente curas com duas características fundamentais: terem sido recebidas pela invocação exclusiva do candidato e não terem nenhuma explicação científica possível. Há uma junta médica em Roma, que examina cada caso apresentado. Hoje a legislação exige um milagre para a beatificação e outro para a canonização. Antes, eram dois para cada etapa da causa. O Papa, é claro, tem poder para dispensar o candidato dessa exigência, como fez agora o Papa Francisco relativamente ao beato João XXIII.
Tive em minha vida duas experiências negativas a esse propósito. Procurei dissuadir o superior geral de uma congregação brasileira de iniciar o processo de beatificação de seu fundador, do qual fui uma espécie de secretário. Apesar de ser homem notável por suas realizações – e mais ainda por suas criações, até de uma língua - escreveu um livro com expressões pouco cristãs, referentes a uma nacionalidade. Também quando jovem seminarista, ouvi de certo missionário músico, que perdera o concurso para escolha do hino de um congresso eucarístico, a afirmação: “Não é nada perder, mas perder para um time de segunda categoria”... Tal expressão me pareceu extremamente vaidosa. E sua causa de beatificação está seguindo em nível diocesano... A uma superiora de congregação religiosa brasileira, informei que me recusava a depor na causa de seu Fundador, apesar de admirá-lo muito e ser seu amigo, mas não acho que ele praticou virtudes em grau heroico.
No Nordeste salesiano, temos o Arcebispo de Fortaleza, Dom Antônio Lustosa, que João Paulo II na capital cearense proclamou “ santo e sábio Arcebispo”. Pena que tal afirmação particular do Papa não vale como declaração canônica de santidade...
Convivi em S. José dos Campos, de 1947 a 1949, com um verdadeiro santo: o Venerável Pe. Rodolfo Komorek. Sua causa em Roma foi concluída com pleno êxito. Depus em três tardes diante do tribunal diocesano de Taubaté e depois, tive a alegria de ler as sentenças dos nove juízes romanos, todas elas entusiasticamente favoráveis à declaração de santidade do “padre santo”, como era chamado Padre Rodolfo em vida. A sentença final, favorável, é de 29 de novembro de 1994, assinada pelo Mons. Sandro Corradini, o Promotor da Fé, que leva no vulgo o nome de “advogado do diabo”, porque tem por missão procurar possíveis defeitos na vida do candidato aos altares. Só falta agora o milagre.
Daí se vê que não é a propaganda que faz o Santo na Igreja, embora ela seja necessária, e até imprescindível, para que a vida e as virtudes do candidato sejam conhecidas pelo povo de Deus e possa ele ser invocado como intercessor nas necessidades. Talvez seja isso que esteja faltando no processo do “padre santo” de São José dos Campos e do arcebispo “sábio e santo” de Fortaleza...
 

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A encíclica não publicada Postado em 03 de Maio de 2013 às 20:02
"Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade".

 

“Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis, dolorosas, tendo sempre diante dos olhos o bem da Igreja e não a nós mesmos” disse Bento XVI na 4ª feira, 27 de fevereiro, véspera do dia de sua renúncia. “Talvez não haja frase mais incompreensível para a mentalidade atual, caracterizada pela obsessão do poder, em todos os níveis, seja na vida pública como na pessoal”, comentava Sílvia Guidi no jornal do Vaticano.

“Bento XVI não publicou a encíclica sobre a fé – embora estivesse já em fase bem adiantada – que devia divulgar na primavera, porque não teve mais tempo. Mas existe outra encíclica, escondida em seu coração, não escrita pela caneta, mas pelo gesto de seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade. Um homem que pertence à raça das águias intelectuais, temido pelos adversários de suas idéias, admirado por seus alunos, respeitado por todos, graças à nitidez de suas análises sobre a Igreja e o mundo, naquele 19 de abril de 2005, apresenta-se humildemente diante do mundo como um pobre trabalhador da vinha do Senhor. Usará até a terrível palavra “guilhotina” para descrever o sentimento que o invadiu, quando os cardeais na Capela Sistina, no fim do conclave, se voltaram para o aclamar” – escreveu Jean-Marie Guenois, em artigo publicado em Le Figaro Magazine e que teve a honra de ser transcrito no L’Osservatore Romano.

Não eram palavras de efeito. Eu o conheci como palestrante num curso para bispos no Rio e pude admirar sua simplicidade e modéstia como excelente professor. Tive depois vários encontros com ele no Vaticano e notava sua delicadeza e atenção, vindo me receber à porta de sua sala de trabalho e apertando minha mão carinhosamente com ambas as mãos. Comovi-me em extremo quando, pela televisão, o vi tomar aquele helicóptero, para deixar o Vaticano e ir para Castelgandolfo.

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