Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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20/08/2011 16h41

Irmã Sibelle fala sobra a vocação religiosa : VOCAÇÃO – UM “SIM” EM BUSCA DA FELICIDADE.

“Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi” (Mt 19,11)

Ir. Sibelle -Religiosa Contemplativa do Bom Pastor

“Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi” (Mt 19,11)
Deus nos chama de muitos modos e maneiras, segundo o seu desígnio e a sua vontade. O Batismo é a fonte e o princípio de toda vocação. Pelo batismo nos tornamos em Cristo, participantes do reino eterno, testemunhas da glória que há de vir, e convocados a uma missão. A vocação universal à santidade é para todos os cristãos. “Deus nos chama para a santidade” (1Ts,47).
O ser humano é constantemente interpelado por Deus a encontrar o sentido pleno de sua felicidade. E somente será plenamente feliz, ao descobrir sua verdadeira vocação. Muitos jovens vivem inquietos, em busca de encontrar respostas para seus dilemas. No entanto buscam preencher suas lacunas em coisas transitórias. É na busca de um sentido para suas vidas, que muitas vezes se perdem no caminho, e mesmo cansados de procurar, não encontram aquilo que no âmago de sua alma anseia. Porque, na verdade o que eles desejam é o encontro pessoal com Deus. Como afirma Santo Agostinho: “Meu coração está inquieto enquanto não repousar em Deus”.
Todo chamado implica uma resposta, que é feita na liberdade de espírito, e conseqüentemente implica um compromisso. Esse momento de decisão não é um salto no desconhecido, mas a ocasião para se tornar livre no cumprimento da Vontade de Deus. Responder a uma vocação é dizer: “Eis-me aqui Senhor” (I Sam 3,16), e assumir as exigências dessa opção. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim”. (Lc 9,62) É um lançar-se; rumo à meta, que é o próprio Cristo. Faz-se, portanto necessário assumir com radicalidade o seguimento a Jesus Cristo.
Para expressamos nossa resposta ao seu chamado; Deus suscita na Igreja várias formas de seguimento: Seja a vida sacerdotal ou religiosa, o sacramento do matrimônio como uma missão na Igreja e na sociedade, como leigo consagrado ou ainda, assumindo os diferentes ministérios. Como já mencionei todos os batizados são convocados a doar suas vidas no serviço ao Reino de Deus, tornando-se assim “discípulos e missionários” como afirma o documento de Aparecida: “ Como discípulos e missionários, somos chamados a intensificar nossa resposta de fé e anunciar que Cristo redimiu todos os pecados e males da humanidade...”(Pag. 73)
Assim, todos os escolhidos por Deus, que colaboram com uma missão na Igreja, procuram no lugar onde estão, dar testemunho de Cristo. A proclamar que Deus nos amou por primeiro, e nos deu seu Filho único para que todos possam encontrar a salvação de suas vidas. E agora me detenho a falar brevemente de uma das vocações que considero atraente, desde os princípios da história do Cristianismo, destacando aqui os padres do deserto: Santo Antão, São Pacômio e tantos outros. Mesmo em nossos dias este modo de vida vem fascinando e atraído muitos jovens, que é a vida religiosa. Dentre as várias formas de viver o seguimento de Jesus, a vida religiosa pela profissão dos conselhos evangélicos: Pobreza, Castidade e Obediência por amor ao reino vêm ser sinal no mundo de que é possível viver os valores cristãos, optando por uma vida simples, despojada, na entrega e no abandono a Deus. “Os conselhos evangélicos afetam a pessoa humana no nível das três dimensões essências de sua existência e de suas relações: o amar, o possuir e o poder [...] os conselhos evangélicos, vividos o mais autenticamente possível, têm uma grande significação para todos os homens, já que cada voto dá uma resposta específica às grandes tentações do nosso tempo. Mediante eles, a Igreja continua mostrando ao mundo os caminhos de sua transformação em Reino de Deus” (Conf. Orientação sobre a formação nos Institutos Religiosos. Pag.18)
Os religiosos procuram na vivência diária configurar-se com Cristo, que se fez pobre, casto e obediente. Como nos diz o Pe. Hervé Soubias em seu livro: Como discernir a vocação. “A vida religiosa não se define primeiro em função da sua utilidade, mas em relação ao símbolo que ela constitui; o testemunho dado do amor todo- poderoso de Deus [...] ela é cumprimento pleno da graça batismal.”
E aqui, vale ressaltar que existem duas maneiras de viver à vida Religiosa Consagrada. Seja num estilo de vida apostólico, que segundo um carisma específico de seus fundadores expressam diferentes serviços ao povo de Deus: cuidado dos enfermos, dos abandonados nas ruas, na educação com a formação integral das pessoas etc. Ou seja num estilo de vida contemplativo, seguindo também a inspiração dada por Deus aos seus fundadores, vivem a dimensão orante da Igreja. Com a sua vida de oração, se voltam totalmente à Contemplação, imitando assim Cristo quando retirava-se para o cimo do monte para orar (Lc 6,1 ). A vida Religiosa Contemplativa é para a Igreja, “uma fonte de glória e de graças celestes”. Como expressa o documento pontifício Vita Consecrata, quando se refere a todos que vivem a vida Contemplativa “Na solidão e no silêncio, mediante a escuta da palavra de Deus, a realização do culto divino, a ascese pessoal, a oração, a mortificação e a comunhão do amor fraterno, orientam toda a sua vida e atividade para a Contemplação de Deus. Oferecem assim à comunidade eclesial um testemunho singular do amor da Igreja pelo seu Senhor, e contribuem com uma misteriosa fecundidade apostólica para o crescimento do povo de Deus.” (Pg 24)
Percorrendo todo esse caminho sobre a vocação, muitas coisas ainda poderiam ser acrescentadas, no entanto nenhum conceito pode explicar o sublime dom de nossa vocação. Tomando assim, o pensamento de nossa fundadora Santa Maria Eufrásia: “A nossa vocação é tão sublime, minhas caras filhas, que só no céu a compreenderemos bastante’’ O “Sim” ao chamado é sem dúvida uma resposta de amor ao sacrifício de Jesus por toda a humanidade. E todo aquele que dá na autenticidade essa resposta pode afirmar: Encontrei o tesouro, encontrei a felicidade. “Porque onde está o tesouro aí está o teu coração”(Mt 6,21). E este tesouro é Cristo Jesus.

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