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19/08/2011 09h47

“Padroeira de nossa cidade...”

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres como padroeira da cidade de Maceió data de séculos, desde o tempo em que Maceió era um pequeno povoado, no século XIX.

Luiz Antônio de Araújo Guimarães - Seminarista da Arquidiocese de Maceió

  

    A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres como padroeira da cidade de Maceió data de séculos, desde o tempo em que Maceió era um pequeno povoado, no século XIX.

    Reza a História de que a devoção a Mãe de Jesus, com o título de Senhora dos Prazeres é oriunda de Portugal, em meados do século XIV, e foi trazida e propagada no Brasil pelos portugueses. Relata-se também que a primeira capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres foi erguida por volta de 1656, nos Montes Guararapes, na cidade de Jaboatão, Pernambuco, a pedido do general Francisco Barreto de Menezes, em agradecimento as vitórias alcançadas, após duas batalhas em que os povos luso-brasileiros venceram os holandeses e os expulsaram do território pernambucano.

    Como o povoado de Maceió estava ligado à capitania de Pernambuco, essa devoção acabou por chegar a Alagoas. Apesar de o povoado, desde o tempo do Engenho Massayó, já contar com uma capela, leia-se a primeira dedicada a São Gonçalo, no meio do então planalto do Jacutinga, hoje, bairro Farol, foi construída outra, pouco abaixo do planalto, a pedido do capitão Apolinário Fernandes Padilha. Essa foi dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, pelo fato do capitão ter feito uma prece a Santa e por ela ter sido atendido, a saber: num certo dia, do alto do Jacutinga, estava observando sua roça e, de repente, viu que um navio estava afundando na Enseada de Jaraguá. Fez então a prece e o navio não veio a naufragar. A partir desse momento, Nossa Senhora dos Prazeres passou a ser cultuada como a padroeira de Maceió. Após anos surgiu, então, a capital alagoana, e no lugar da capelinha foi construído um novo Templo, conforme se observa atualmente, o qual fora inaugurado em 31 de dezembro de 1859. Nessa ocasião, recebia de presente do Barão de Atalaia, em presença de Dom Pedro II, uma nova imagem que perdura no altar-mor até o presente momento.

       Ao contemplar o desenrolar da história religiosa devocional a Nossa Senhora dos Prazeres, percebe-se que o povo maceioense é um povo de fé e que, no decurso dos séculos, sempre se colocou sob os auspícios da Virgem Santa. Essa, porém, nunca lhes deixou faltar à copiosa assistência materno-espiritual. De seu altar, no coração da Catedral Metropolitana de Maceió, ela viu o pequeno engenho, por hora, povoado, transformar-se na majestosa capital das Alagoas, bem como, as inúmeras gerações que lhe devotaram e devotam confiança, em meio às labutas da vida, como se recorda na letra do hino para ela composto: “sem vós nossa luta é renhida, somos pobres e humílimos seres. Defendei-nos ó Virgem querida, sustentai-nos ó Mãe dos Prazeres”.

    Assim, o dia 27 de agosto é de capital importância para os cidadãos maceioenses, quiçá, alagoanos, visto que também ela é padroeira da Arquidiocese de Maceió. Há de convir, então, que esse feriado municipal seja celebrado com muita fé, devoção e respeito, mantendo a fiel tradição histórica para com Aquela que é “Padroeira de nossa cidade, Santa Mãe dos Prazeres, Maria”.

 

 

 

 

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