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15/10/2012 09h08

Padre Ladrão e Homossexual

O que a novela ensina sobre o sacerdócio

http://www.saopedromaceio.com.brCôn. José Everaldo Rodrigues Filho

Detesto novelas! Além de não gostar por não me fazer bem, não tenho tempo para ficar numa televisão assistindo criações de mentes perturbadas, cheias de preconceito e de inversões de valores morais da vida. Porém, não sou surdo nem cego ao ver o frenético murmúrio do povo ao comentar a figura de um padre na novela das 21h da TV Globo. João Emanuel Carneiro, autor da novela global “Avenida Brasil”, não tinha nada para fazer e inventou de colocar um padre “ladrão e homossexual” no enredo.
Diz a música do padre Antônio Maria: “numa comunidade que existe um padre, o povo é mais feliz”, é ele que abençoa, dando esperanças ao povo da presença de Deus em sua vida, é ele que perdoa os pecados e alivia as dores da alma, é ele que concede ao povo a graça de Deus materializada nos sacramentos, é ele que reúne o povo ao redor da palavra e da eucaristia, é ele que socorre os doentes que abandonados na solidão convivem com dores e mágoas profundas, é ele que acode os pobres expurgados pela sociedade consumista e materialista.
De onde vem tanto preconceito e perseguição a uma classe que só existe para fazer o bem? Jesus afirmou no capítulo 15,18: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que vós, me odiou a mim”. Odiaram o próprio Jesus, o que não dizer daqueles que continuam a exercer a missão de Jesus na comunidade paroquial.
Na comunidade paroquial, cabe ao padre orientar o povo. A função do padre é ouvir, reunir e orientar as famílias, atender os doentes, administrar os sacramentos, transmitir a Palavra (para maior glória de Deus e formação do homem cristão). As três grandes missões do padre são: Pregar a Palavra; celebrar os sacramentos e governar a comunidade paroquial.
O sacerdote tem o dever de ensinar o Evangelho ao povo, convidando-o para a conversão e santidade. Pelo Batismo, introduz o homem no rebanho que forma o povo de Deus; pela Penitência (Confissão dos Pecados), reconcilia o pecador com Deus; pela Unção dos Enfermos, procura levar alívio e consolo aos doentes; pela celebração da missa, oferece sacramentalmente o sacrifício de Cristo; pelo Matrimônio, confere a união dos esposos em um lar cristão; pela Confirmação (Crisma), confirma o Batismo. Fortifica o homem no amor e na paz: alimenta-o espiritualmente e pelo seu exemplo nos leva a tornar-nos mais fraternos e mais irmãos.
Padre Baeteman afirmou: “Sem dúvida é um homem como nós, porém um homem obrigado, pela vocação, a viver num plano superior, a tender à perfeição, mesmo à santidade; um homem condenado a viver só, sem família, a fim de ter o coração livre e sempre pronto à todas as dedicações; um homem que segundo a palavra do P. Chevrier, é "feito para ser destruído"; um homem que não se pertence, mas que pertence a todos.
Como Cristo ele está na terra "para servir". E que servidão a sua! Dia e noite ele está à disposição dos que necessitam do seu ministério; passará horas a fio nisso... quantos padres têm perdido a saúde em consequência de estágios prolongados no confessionário! Em certos momentos, o seu pobre corpo não pode mais, a cabeça estala; mas eles têm de permanecer no seu posto. Estão ali "para servir". Ali ouvem confissões perturbadoras, ficam ligados a elas por um segredo terrível, a ponto de deverem morrer antes que revelarem o que ouviram. E, se uma epidemia estender suas devastações sobre o país, eles serão sempre os primeiros, e por dever, a ir à cabeceira dos doentes, ainda quando tivessem com isso de contrair o contágio e a morte. Devem "servir"!
No campo, é uma solidão esmagadora e, às vezes, a pobreza extrema... Nas cidades, o padre é "moído", da manhã à noite, pelos ofícios, pelos catecismos, pelos doentes, pelas visitas obrigatórias, pelos patronatos, etc...
E quantos que, á noite, ainda são obrigados a ocupar-se de círculos de estudos, de sessões a preparar, e o mais; expostos ainda a levantar-se se, durante a noite, os chamar à cabeceira de um moribundo! Na realidade, quando olhada sem "parti-pris", a vida do padre é simplesmente heroica.
O que os inimigos exprobram, sobretudo, não é o bem que ele faz, é vê-lo teimar em viver na cruz, como seu Mestre, condenando-lhes assim os costumes dissolutos! A ele, como a Cristo, eles bradam: "Desce da tua cruz!" Então talvez eles lhe perdoassem, se o vissem tornar-se como um deles. Mas o eleito de Deus obstinar-se-á na sua vida rude, crucificado, solitário; jamais descerá da sua cruz, jamais renunciará ao seu papel de Cristo. Por isto, será sempre perseguido pelas injúrias, pelos sarcasmos, pelos escárnios e pelo ódio.
Os jornais de 1937 noticiaram que, na Espanha, 50% dos padres haviam sido fuzilados, torturados, trucidados; em certas regiões a proporção foi até 90%. ...Um missionário da China, voltando à França depois de haver por milagre escapado a horríveis perigos, ao descer do navio, em Marselha, arrastava o seu pobre corpo gasto, amortecido. Uns operários passam por junto dele, e um deles, apontando-o aos outros, exclama: "Quando será que se jogará na água esse lepra?" Por que esse grito de ódio? Era um padre!” (Padre Baeteman - Mais perto de Ti, meu Cristo - pág. 249 a 252).
 

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