Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

Arquidiocese / Seminário - Histórico

Histórico do Seminário N. SRA. da Assunção

CRIAÇÃO DO SEMINÁRIO

Satisfazendo uma recomendação pessoal; de Leão XIII e as determinações do Concílio Plenário Latino-Americano (1899), do qual participou, D. Antônio Brandão, ao iniciar as suas atividades à frente da nova diocese, cuidou primeiramente das vocações sacerdotais e da construção do Seminário, no alto do morro do Jacutinga. O Seminário foi aberto em 1902, funcionando, provisoriamente, no secular convento franciscano da vetusta cidade de Alagoas - atual Marechal Deodoro. Somente em 1904, foi inaugurado o prédio construído por D. Antônio, no qual o Seminário funciona até hoje.
Com a fundação do Seminário, houve, então, uma eleição para a escolha do santo padroeiro do mesmo. Vários nomes foram cogitados: São José, São Tomás de Aquino, São Luiz de Gonzaga, dentre outros. Ao final, porém, dois nomes polarizaram as preferências: São Carlos Borromeu e Nossa Senhora da Assunção. Procedida a votação, o nome de Nossa Senhora despontou como favorito - e venceu o pleito: deixando para trás o venerando bispo de Milão.

O PRÉDIO

A arquitetura apresentada na edificação do prédio do seminário é de estilo neoclássico ou árcade ou, ainda academicista, estilo escolhido por Dom Antônio Brandão. A ausência dos exageros barrocos nos deixa contemplar a fachada do seminário com sobriedade e equilíbrio. O prédio, com as suas linhas verticais nos deixa com a sensação de uma busca, por parte do homem, do sagrado e do divino. Os portais, em arco, representam o divino; a torre que está sob o prédio é símbolo do esforço humano para encontrar o céu.

O Seminário foi submetido a reformas, ampliações e algumas mudanças durante o seu século de vida. Os primeiros melhoramentos do prédio foram presididos pessoalmente por Dom Santino. Devido ao aumento de vocações na Arquidiocese, Dom Ranulfo da Silva Farias lançou a primeira pedra da construção de dois pavilhões para o curso superior (1954-1955). Contam, os seminaristas da época, que eles próprios trabalharam como serventes de pedreiros, dia e noite, para que a construção fosse finalizada. No tempo do Cônego José Luiz soares (1953-1976), foi construída uma cerca em volta do terreno, um campo de futebol; foi comprado um harmônio para a capela, preparação do gabinete do reitor, pavimentação em mosaico do corredor principal da casa e de sete salas de aulas; construção de uma barbearia, reforma do palco e compra de cadeiras para o salão nobre. Construção de um campo de futebol, construção de uma sala para aulas de Química, Física e História Natural, instalação de uma linha telefônica e serviço de encadernação.

Em 1984, dom Constantino Luers, bispo diocesano de Penedo, junto a “Adveniat” e aos benfeitores diocesanos, construíram um pavilhão em forma de "L" para abrigar os seminaristas. Essa obra foi feita pelo engenheiro Paulo Lima e inaugurada em 27 de agosto de 1984 pelo Núncio Apostólico Dom Carlos Furno.

O nosso seminário abriga o Instituto Teológico Pastoral, que é responsável pela formação teológica de nossos agentes de pastoral. Esse Instituto, graças a “Adveniat”, instituição alemã, equipou uma das salas do seminário para atividades áudio-visuais, que recebeu o nome, em 25 de agosto de 1990, de Dom Edvaldo Gonçalves Amaral. Em 1993, a “Adveniat”, mais uma vez, ajudou na construção de um auditório equipado com cadeiras acolchoadas e equipamentos de som. Esse auditório recebeu o nome de “Mons. João Leite Neto”, a pessoa que marcou esta casa de formação presbiteral.

Em 1997, foi substituído o segundo andar do prédio, que era de madeira, por laje e cerâmica. No ano de 2001, o seminário passa por mais uma reforma de construção. Dom José Carlos Melo, que na época era bispo coadjutor e reitor do seminário, reformou toda a estrutura do prédio e o pintou. Reformou a ala são Vicente, a casa são José, a Reitoria, a Capela, ampliou a cozinha e construiu novas lavanderias para os seminaristas.

A FORMAÇÃO PRESBITERAL EM MACEIÓ

Os mais de 100 anos de existência do Seminário, em Maceió, hoje provincial, tem como finalidade preparar os candidatos ao presbiterato, para que o povo de Deus tenha verdadeiros pastores ao modelo de Jesus, o Bom Pastor. Numa nota publicada no diário Oficial do Estado de Alagoas do dia 16 de março de 1943, fomos informados que o “Seminário Arquiepiscopal de Maceió destina-se à formação científica, religiosa e moral dos jovens que se sentem chamados por Deus ao estado sacerdotal”. São milhares os jovens que entraram em nosso seminário, esta escola do silêncio interior, na qual fala a voz de Deus e que preparou centenas de jovens à vida cheia de gestos profundos de doação ao Cristo e a sua Igreja.

Foi Dom Antônio Manuel de Castilho Brandão, alagoano, o primeiro bispo da Diocese de Alagoas. Esse grande benfeitor da Igreja, cuja imagem se encontra na Avenida que recebeu o seu nome, recebe do Papa Leão XIII a incumbência de fundar, na recém-criada diocese o seminário diocesano. Com o desejo ardente de fazer realizar o seu primeiro projeto como bispo diocesano de alagoas, o prelado não se demorou e de imediato tomou pulso firme para fundar, provisoriamente, o seminário na cidade de Santa Maria Madalena da Lagoa do sul, hoje Marechal Deodoro. O número de seminaristas matriculados no tempo em que o seminário funcionava em Marechal chegou a 65. Desses, apenas 16 foram ordenados, alguns até terminando os estudos em outros seminários. Em Marechal Deodoro, um diácono e vários clérigos prestaram valioso serviço à formação, ora como formadores, ora como professores. Por motivo de escassez no quadro de professores, os alunos dos cursos mais adiantados lecionavam aos iniciantes. O primeiro aluno matriculado foi o diácono Eloi de barros Loureiro Brandão, natural da cidade de viçosa.

Em 1902, o quadro dos professores era assim constituído: Pe. Jonas Taurino, Professor de Filosofia, Dogmática e Matemática; Pe. Alfredo Silva - Professor de direito, Latim e Moral; Pe. Artur Cravo - Professor de Liturgia, Sagrada Escritura e geografia; Pe. Júlio Braga - Professor de Francês; Diácono Eloi Brandão - Professor de Literatura, Retórica e Lógica; Seminarista José Medeiros - Professor de Português; Seminarista José soares - Professor de História do Brasil e coreografia e o Seminarista Honorato Sá - Professor de História Universal.

Os seminaristas de Marechal Deodoro residiam e estudavam num convento franciscano desativado de Santa Maria Madalena. A estrutura do prédio estava bastante deteriorada e em total abandono. De abril de 1821 até 1839, data da mudança da capital para Maceió, a parte térrea do convento foi utilizada como quartel de um batalhão de caçadores. De 1839 a 1902, o prédio não tinha sido mais utilizado. O convento funcionou como seminário por um período de dois anos, tendo como seu primeiro reitor o Pe. Jonas Taurino Ferreira de Andrade. Em 1902, já se tinha iniciada a construção no Planalto da Jacutinga. Dom Antônio investiu, com recursos próprios, na compra de uma vasta área deserta, porém de uma vista privilegiada. Além dos investimentos pessoais, o novo bispo da diocese contou com a ajuda de alguns benfeitores. O Pe. Domingos Fugino da Silva Lessa, no final do ano de 1901, publicou o livro, Necessidade e Influência Benéfica da Religião nas Ciências, na Poesia e nas Belas Artes. O Padre doou mil exemplares de sua obra para ajudar na construção do novo prédio.

No ano em que foi fundado o nosso Seminário, o mundo católico, inspirado pelos movimentos democráticos e pela doutrina social contida na encíclica “Rerum Novarum”, estava lutando para construir o novo edifício da ordem social. O edifício físico, construído em Maceió, estava para iniciar uma formação das consciências de gerações de jovens, futuros pastores desta terra desafiadora. O projeto sonhado por Dom Antônio Brandão se tornou uma realidade concreta de cal e pedra. No dia 15 de fevereiro de 1904, realizou-se o ato inaugural do Seminário Diocesano de Alagoas. Os seminaristas deixaram o convento de Santa Maria Madalena e passaram a habitar o novo prédio do seminário no Planalto da Jacutinga, hoje bairro do Farol.

No ato da sua inauguração, o Seminário recebeu um total de onze seminaristas: dez alagoanos e um sergipano. Destes onze jovens, apenas o seminarista Luiz Carlos de Oliveira Barbosa ordenou-se presbítero.

AS DIMENSÕES FORMATIVAS

1. DIMENSÃO INTELECUTAL

A dimensão intelectual tem sua importância porque contribui para que o candidato ao sacerdócio obtenha um conhecimento mais elaborado. No estudo filosófico, o jovem capacita-se na busca e no alcance da verdade, sendo este importante para adquirir uma melhor e mais apurada compreensão, na ciência teológica, quando são estudadas as revelações feitas pela Sagrada Escritura, “alma de toda teologia” (OT 16). Como a “verdadeira teologia provém da fé e quer conduzir á fé” (PDV 53), os seminaristas, ao se aproximarem da Palavra de Deus, têm diante de si o Tesouro, celebrado e vivido pela Igreja, e interpretado, ao longo de todos esses anos, pelo seu Magistério, e confiado aos poucos ao seminarista para que, quando padre, possa, meditando na lei divina, crendo no que lê ensinar o que crê e imitar o que ensina. É também desafiado, em seus estudos, a preparar-se para anunciar o evangelho além fronteiras, respeitando os destinatários, sabendo que é portador da Verdade que nunca passa: Jesus Cristo.

2. DIMENSÃO PASTORAL

O Seminarista, futuro sacerdote, deve sentir com o coração de Cristo (Fl 2,5). Para o sacerdócio, não se prepara somente com as técnicas e os métodos pastorais, mas, além de tudo isso, ele deve ser imbuído pelo Espírito de Jesus Cristo, o Bom Pastor, no cuidado para com o povo de Deus que deve estender-se em todos os âmbitos, assim como são Paulo que se considerava um devedor de todos (Rm 1,14): todas as comunidades, todos os grupos, todas as periferias...não se deve esquecer a possibilidade de ser mandado a pregar o evangelho para além dos confins de sua terra, como por exemplo, na Amazônia que, em nossos dias, sofre com a carência de sacerdotes, pois o ministério sacerdotal sempre exigiu a dimensão missionária (Atos 1,8). Mesmo tendo consciência de que receberá um ministério de presidência, deve buscar, quanto antes, ser um irmão entre os irmãos, para poder trabalhar “em cordial colaboração com os diversos sujeitos eclesiais, sacerdotes e bispo, sacerdotes diocesanos e religiosos, sacerdotes e leigos” (PDV 59), tendo em vista os diversos carismas suscitados por Deus no seio da Igreja. Atualmente, os seminaristas, estudantes de teologia realizam trabalhos pastorais todos os finais de semana, sendo que nas férias, isto é, nos meses de julho, dezembro e janeiro, os seminaristas exercitam trabalhos pastorais nas comunidades escolhidas pelos seus bispos.

3. DIMENSÃO ESPIRITUAL

O seminário, constantemente, tem presente a dimensão da formação espiritual, pretendendo fazer com que, cada candidato, tenha a consciência de que deve estar na presença de Deus e de ser homem de Deus para toda a humanidade. Na capela do seminário, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, os seminaristas participam, diariamente, da Eucaristia, rezam, comunitariamente, a liturgia das horas que, oração oficial da Igreja, unindo-se com todo o clero, na santificação das horas do dia, rezando pela Igreja que está no mundo inteiro. Sendo que a adoração ao Santíssimo sacramento acontece todas as quintas-feiras. É mister salientar que no passado, em preparação para alguns eventos da Igreja local ou em nível nacional, eram organizados, no seminário, congresso eucarísticos e, como bem dizia, em 1936, o seminarista José Luiz soares, “o sacramento do amor é fonte de nossa vocação”. A direção espiritual é uma prática estabelecida para ajudar o candidato a se encontrar com o ideal vocacional, sendo o Sacramento da penitência buscando, regularmente, segundo as necessidades de cada um. Outro momento importante é o retiro que geralmente acontece no início de cada ano acadêmico, tendo como função compor, unidade harmônica com a vida interior, pois muitas vezes, sofre o perigo da dispersão provocada pela diversidade de atividades. O retiro acontece num clima de oração, no recolhimento, e com toda a atenção dos jovens ao chamado do Espírito. Além disso, em consonância com os tempos litúrgicos, com os meses dedicados a temas especiais, o diretor espiritual promove diversas atividades espirituais e paralitúrgicas.

4. DIMENSÃO HUMANO-AFETIVA

O candidato ao sacerdócio deve estar consciente de que, ao assemelhar-se a Cristo, deve ser “homem para os homens” (PO 3), e nesse intento empregar todos os esforços. Empenhar-se na construção de uma “personalidade equilibrada, forte e livre, capaz de comportar o peso das responsabilidades pastorais” (PDV 43). Deve formar-se para uma maturidade afetiva, pois será ele homem de relações, inserido numa cultura que, não poucas vezes, banaliza o amor e o identifica com o prazer sexual, testemunhando sua vida celibatária de forma alegre e serena e não como imposição, mas sim como sinal de amor ao reino e ao Senhor (PO 16; LG 42).

5. CULTURA

Os tempos mudam e as expressões culturais também. Antigamente, a cultura do seminarista era expressa ainda mais, mediante a, assim chamada, Arcádia São Luiz de Gonzaga (para os alunos da 1º divisão). Os jovens da 2º divisão participavam no Grêmio São José. Havia também a academia são Tomás de Aquino, cuja imagem se encontra na Biblioteca do Seminário. Os patronos dos três grupos eram festejados com feriados. A existência desses grupos no seminário servia para a promoção das capacidades oratórias, cênicas, poéticas, musicais e de pesquisa. As atividades despertavam os oradores e os escritores. “A cultura era uma forja do saber”. Em 2001, Dom José Carlos Melo reinaugurou a Academia Literária, dando-lhe o nome Dom Antonio Brandão.
Hoje, no Seminário, temos a equipe de cultura e eventos que costuma apresentar diversas atividades no dia dos pais, no tempo de páscoa, nas festas juninas, etc. com a música, os cantos, as encenações e o humorismo de alguns seminaristas que nos deixam com sentimentos de alegria e fraternidade. Em diversas ocasiões, convidamos jovens de outras comunidades para apresentar peças e danças.
Não podemos esquecer a equipe que prepara o folheto trimestral “Folha do Seminário” que é uma publicação que ajuda na comunicação com as paróquias e os jovens que desejam conhecer um pouco mais sobre nosso Seminário. A folha serve para desenvolver as capacidades jornalísticas e artísticas de nossos seminaristas.

6. ESPORTE E LAZER

Atualmente, mais do que nunca, se tem consciência dos benefícios de uma atividade esportiva. O Seminário, preocupado com a saúde mental e corporal, utiliza, ao máximo, a única quadra que tem para realizar os jogos de vôlei e futebol. A cada semestre organizam-se passeios, torneios esportivos, incluindo jogos internos. Grande colaborador nosso é o Colégio Marista que oferece a sua piscina aos nossos seminaristas.

ADMINISTRAÇÃO DO SEMINÁRIO

O Seminário é a continuação, na igreja, da mesma comunidade apostólica reunida em volta de Jesus. O Seminário é uma experiência da vida da Igreja. Nele o bispo torna-se presente por meio do ministério do reitor e do serviço de co responsabilidade por ele animado com os outros educadores, em ordem a um crescimento integral dos alunos. O Seminário, como comunidade eclesial educativa, acompanha a vocação dos futuros presbíteros e os prepara para receber o sacramento da ordem.
Como já foi expresso na exortação “Pastores dabo Vobis”, o primeiro responsável pela formação presbiteral é o próprio Bispo. Contudo, o Bispo deve escolher presbíteros animados pelo espírito de comunhão e de colaboração para trabalhar diretamente com os seminaristas.
O reitor é o primeiro responsável da vida no Seminário. Deve promover a formação dos seminaristas e é responsável em assegurar a unidade na direção e a sintonia com as disposições do Bispo e da Igreja.
O diretor espiritual tem uma função muito importante. Ele tem a incumbência do caminho espiritual dos seminaristas, dirigindo e coordenando os exercícios espirituais e a vida litúrgica do Seminário. Coordena os orientadores espirituais de cada seminarista, para assim assegurar a unidade de critérios no discernimento vocacional.
Nos grandes Seminários, além do reitor, nomeia-se também um vice-reitor com a função de auxiliar e responder por seu antecessor quando esse estiver ausente.
Na formação acadêmica, o Seminário conta com a dedicação e a contribuição do corpo Docente, o qual é composto por profissionais competentes e responsáveis, para a formação intelectual de nossos futuros sacerdotes. Além disso, temos também a equipe de formação que colabora com a comunidade educativa e econômica. Dentre os quais destacamos: Prefeito de Estudo, Ecônomo e Coordenador das Atividades Pastorais.


ALUNOS BRILHANTES

1. Mons. Antônio Assunção Araújo. Nasceu em 15 de agosto de 1916. Estudou em Olinda até o terceiro ano do ginásio. Veio a Maceió para fazer o Seminário Menor e Maior, concluindo em 1941 e, no mesmo ano, foi ordenado sacerdote por Dom Ranulfo da Silva Farias. Foi vice-reitor do Seminário de Maceió de 1942 1 1948. Passou a Reitor em 1948, permanecendo no cargo até 1953. Foi Chanceler da Cúria e Capelão do colégio Bom Pastor. As paróquias assumidas temporariamente por ele foram: Nossa Senhora da Conceição (Capela-AL); Santa Luzia de Siracusa (Sta. Luzia do Norte). Lecionou Dogmática, Português, Francês e foi professor fundador da UFAL e do colégio Liceu alagoano. Foi também diretor geral de educação e Vigário Geral a partir de 1969. Ocupou o cargo de Ecônomo da Arquidiocese e Cônego Penitenciário.
2. Mons. Berchmans Lima de Oliveira. Nasceu em 18 de agosto de 1911. Ingressou no Seminário de Maceió em 1924. Foi ordenado Presbítero em 1934. Foi Capelão do Ginásio Nossa Senhora do Amparo, da Usina Utinga Leão e do Colégio de são José. Foi Diretor Espiritual do Seminário de Maceió, Diretor do Ensino Religioso da Arquidiocese, Orientador Arquidiocesano do Apostolado da Oração, Capelão da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, Orientador Espiritual do Movimento da Virgem dos Pobres, Cônego Deão do Cabido e Conselheiro do Colégio dos Consultores.
3. Mons. Luís Carlos Barbosa. Ordenado em 1912, foi Diretor Espiritual do Seminário de Maceió entre 1918 a 1947. Foi Reitor da Igreja do Rosário. Lecionou Francês e outras disciplinas no Seminário. Dirigiu a Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no bairro de Bebedouro. Foi diretor da Sociedade do Asilo das Órfãs de N.Sra. do Bom Conselho. Substituiu Mons. Valente em 1917, no Rosário.
4. Dom Maurício. Foi ordenado Sacerdote em 1913. Foi professor do Seminário. Eleito Bispo de Corumbá-RS. Foi transferido para a Diocese de Bragança Paulista onde ficou até o fim de sua vida.
5. Dom Waldyr Calheiros Novaes. Nasceu em 28 de julho de 1923 na Paróquia de Murici. Estudou no Seminário de Maceió onde fez o Seminário Menor e cursou a Filosofia. Fez Teologia no Seminário do Rio Comprido, Arquidiocese do Rio de Janeiro. Foi ordenado Presbítero em 1948 e posteriormente tornou-se vice-reitor do mesmo Seminário onde cursou a Teologia. As Paróquias dirigidas por ele: São Francisco Xavier, zona norte do Rio de Janeiro (nessa Paróquia teve como colaborador Pe. Delfino Barbosa Neto), e N.Sra de Copacabana, zona sul do Rio de janeiro. Sua ordenação episcopal foi em 1964. Ainda em 1964, foi indicado Bispo auxiliar do Cardeal Jaime Câmara no Rio de Janeiro e Bispo titular, em 1966, da Barra do Piraí, Volta Redonda-RJ. Dom Waldyr renunciou em 1999.
6. Pe. Lisboa. Foi Bispo de Nazaré da Mata, em 1964.
7. Pe. João de Barros Pinho (1915 – 1967). Nasceu em São José da Laje e foi ordenado Sacerdote em 1942. Desde os primeiros anos de seu sacerdócio, vinha ele batalhando pelas causas da juventude. Fundou a Cidade de Menores “Juvenópolis” no bairro de Bebedouro. Era Assistente Eclesiástico da Juventude Universitária Católica (JUC) e da Juventude Estudantil Católica (JEC).
8. Cardeal Avelar Brandão Vilela (1912 – 1986) Nasceu em Viçosa/AL. Ingressou no Seminário Nossa Senhora da Assunção, aos 13 anos incompletos. Realizou o Curso de Humanidades em Maceió e depois passou para o Seminário do Sagrado Coração de Jesus em Aracaju. Foi Diretor Espiritual e professor do Seminário em Salvador. Nomeado Bispo de Petrolina em 1946 quando tinha 33 anos. Em novembro de 1955, foi transferido para a Diocese de Terezina/Piauí. Nomeado Arcebispo na Bahia em 1971 e nomeado Cardeal em 1973. Eis as suas últimas palavras: “Declaro-me um homem feliz, porque consegui identificar-me com a minha vocação apesar de minhas falhas (...) deixo para todos a paz que sempre procurei transmitir e a bênção que sempre procurei dar”.
9. Mons. João Leite Neto (1921). Nasceu em Viçosa/AL. Entrou no Seminário de Maceió em julho de 1932. Foi ordenado Presbítero em 1944. Passou 32 anos como vice-reitor, deixando marcas profundas em todos. As marcas características desse grande Padre são a simplicidade de vida e a alegria. Foi professor de Sociologia na Faculdade de Educação na UFAL. Publicou inúmeros trabalhos. É membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e, por 35 anos, foi Capelão do Colégio Nossa Senhora do Amparo. Ainda hoje, na sua idade, é muito procurado para ministrar o Sacramento da Recordação.
10. Dom Fernando Iório Rodrigues (1929). Nasceu em Maceió. Ordenou-se Presbítero em 1953. Foi Pároco de Bebedouro entre 1954 e 1985. Fundou várias instituições, tais como: Ginásio Santo Antônio, Vila do Ancião e vila do Idoso, em Palmeira dos Índios. Foi diretor, professor e livre docente, escritor, compositor, poeta e também jornalista, bacharelou-se em Filosofia (UFAL), é Pós-Graduado em: Teoria da Literatura, Lingüística, Literatura Brasileira, Língua Portuguesa e Técnica de Didática Aplicada à Literatura e à Música. É atualmente, membro da Academia alagoana de letras. Foi nomeado Bispo de Palmeira dos Índios em 1985. Foi membro do corpo redacional da CNBB, em 1999.
11. Côn. Teófanes Augusto de Araújo Barros. Nasceu em 1912 e foi ordenado Presbítero em 1934. Ele foi, no dizer de seus admiradores, “Gênio, santo, profeta, sábio, inventor e educador”. Fez licenciatura em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco. Além de ser professor da Universidade Federal de Alagoas, foi fundador da Faculdade de Filosofia, em 1950, e foi diretor da UFAL. Foi também fundador do CESMAC. Côn. Teófanes participou de diversos cursos em todo o mundo. Foi membro da Academia Alagoana de Letras e membro do Instituto Histórico de Alagoas.
Este grande sacerdote, que dedicou toda a sua vida a educação do jovens de Alagoas, faleceu em abril de 2001.


CURIOSIDADES E FATOS INTERESSANTES

01. Nosso Estado de Alagoas tornou-se diocese a 2 de julho de 1900;
02. Na década de 30, assistir teatro e cinema era proibido para os seminaristas;
03. Antigamente, os seminaristas eram obrigados a usar batina e o chapéu eclesiástico;
04. Em 1936, o Seminário de Maceió realizou o seu primeiro Congresso eucarístico no período de 05 a 07 de setembro;
05. A biblioteca do Seminário tem o nome do Pe. Hélio Lessa e é constituída de mais de 30.000 volumes. O livro mais antigo é datado de 1830;
06. No momento, temos seminaristas de três dioceses: Maceió, Palmeira dos Índios, Penedo.
07. O prédio, que hoje serve como Cúria Diocesana, foi construído com o mesmo estilo do Seminário, sendo inaugurado em 1955;
08. A sala de informática é climatizada e com acesso à Internet;
09. A primeira aula do Seminário de Maceió aconteceu no dia 18 de fevereiro de 1904;
10. O Seminário de Maceió publicou diversos periódicos durante os cem anos de existência. A “Poliantéia” começou a ser publicada em 1934. Em março de 1948, o grupo dos seminaristas médios começou a publicação da revista “In Autum”. Em novembro de 1952, saiu um número único do folheto “O Concluinte”. O folheto do Seminário que temos atualmente já está no terceiro ano de publicação;
11. A Folha do Seminário foi lançada em 27 de maio de2001;
12. As principais festas organizadas no Seminário são: a Páscoa do Senhor. O Dia das Mães, um passeio por semestre, festas juninas, Nossa Senhora da Assunção e a festa de Nossa Senhora dos Prazeres;
13. Os reitores responsáveis em formar e educar os seminaristas, durante esses cem anos, foram: I) Mons. Jonas Taurino (1902-1903); II) Côn. Alfredo Manoel da Silva (1903-1908); III) Mons. Jonas Batinga (1908-1918); IV) Mons. Antônio Tobias da Costa (1918-1937); V) Mons. Clóvis Duarte (1937-1941); VI) Mons. Adelmo Cavalcante Machado (1942-1948); VII) Côn. Antônio Assunção de Araújo (1948-1953); VIII) Pe. Delfino Barbosa Neto (1976-1977)/1987-1991); IX) Pe. Edvar de Moraes (1977-1980/1982-1986/1992-1996; X) Pe. José Everaldo Rodrigues Filho (1997); XI) Pe. Omar Mazzega (1998-2000); XII) Dom José Carlos Melo (2001- 2002) e XIII), Pe. Jimmy Xerri (2002-2007); Côn. Delfino Barbosa (2007-...)
14. Durante os últimos cem anos, o Seminário teve dez Diretores Espirituais, sendo um deles o Mons. João Berchmans Lima de Oliveira, servindo entre 1947 e 1976;
15. Mons. João Leite passou trinta e dois anos como vice-reitor.

ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ | Igreja Missionária e Samaritana

Pastoral da Comunicação Cúria: (82) 3223-2732 ou 3021-4001 (07h30 às 14h) Gabinete do Arcebispo: (82) 3326-2321 (8h às 12h) PASCOM: (82) 3326-5458 (8h às 14h) Av. Dom Antônio Brandão, 559 – Farol 57051-190 Maceió – AL